Depois de Liverpool x Tottenham na temporada 18/19, tivemos mais uma final inglesa na Champions League. Veja os detalhes da partida, que deu ao Chelsea a sua segunda taça da competição!

O caminho do City

Depois de anos figurando na primeira prateleira da Europa, o City finalmente conseguiu chegar à sua primeira final de Champions. Guardiola tem feito um trabalho espetacular à frente dos Citizens e já conquistou dez títulos – mas também não é para menos, já que o City tem um orçamento enorme.

Na Champions 20/21, o City foi o melhor time da fase de grupos ao somar 16 pontos de 18 possíveis. Porto, Olympiacos e Olympique de Marseille eram os outros três membros do Grupo C e a única vez em que o time de Guardiola não saiu de campo com os três pontos no bolso foi quando enfrentou o Porto (segundo do grupo) fora de casa. Ao fim da fase de grupos, foram 16 gols marcados, apenas um sofrido e uma demonstração consistente de todo o poderio dos azuis de Manchester.

Nas oitavas, sem muitos sustos, o City despachou o Monchengladbach com um 4×0 no agregado. Nas semis, o confronto diante do Dortmund foi mais emocionante: depois da vitória por 2×1 jogando em casa, o City saiu perdendo no jogo de volta (placar que classificaria os alemães). Só no segundo tempo é que Mahrez e Foden viraram o jogo e colocaram o City entre os quatro melhores clubes da Europa na temporada 2020/2021.

Nas semis, foi a vez do PSG. Depois da derrota para o Bayern na final de 19/20, a nossa expectativa era de que Neymar e companhia chegassem a mais uma final, mas o City tratou de não permitir que isso acontecesse. Venceu o PSG na França, de virada (por 2×1) e, na partida de volta, Mahrez marcou duas vezes para despachar, com propriedade, Pochettino e seus comandados.

O caminho do Chelsea

O Chelsea também fechou a fase de grupos como líder do seu grupo. Depois de enfrentar Sevilla, Krasnodar e Rennes, os Blues tinham 14 pontos – uma vitória a menos e um empate a mais que o City. O engraçado foi que os dois empates do Chelsea aconteceram jogando em Stanford Bridge, enquanto nas três partidas que fez fora de casa, o time conseguiu resultados favoráveis.

Nas oitavas, além do Atlético de Madrid de Simeone, o Chelsea tinha um tabu para vencer: desde 2013/14 não chegava às quartas da Champions. Depois de uma vitória simples por 1×0 na ida, os Blues fizeram uma exibição excelente em casa e bateram os Colchoneros (bastante apáticos no jogo) por 2×0.

Nas quartas, a vítima foi o Porto. O time português surpreendeu ao eliminar a Juventus de CR7 nas oitavas e jogou de igual para igual contra os Blues, apesar da derrota por 2×0 (gols de Mount e Chilwell). Na volta, Taremi até anotou uma pintura de bicileta a favor do Porto, mas o jogo já estava nos acréscimos e o agregado fechou mesmo em 2×1 a favor do time inglês.

Nas semis, o Chelsea enfrentou o Real sob chuva na Espanha e saiu do Alfredo Di Stéfano com um 1×1. Pulisic marcou para os visitantes e Benzema anotou para os donos da casa – de quebra, ainda chegou ao seu 71º gol em Champions e se tornou o quarto maior artilheiro da competição, junto com Raul. No jogo de volta, no entanto, nem Benzema nem Vini Malvadeza conseguiram salvar os merengues. O Chelsea postou muito bem sua defesa e usou das transições rápidas para surpreender a defesa madrilenha. Um domínio completo e incontestável. 2×0 na volta e 3×1 no agregado.

A vaga na final foi merecida. A equipe mostrou uma grande disciplina tática e organização – principalmente na defesa. Mas era consenso que o Chelsea estava longe de ser favorito contra a máquina pilotada por Guardiola desde 2016. A título de exemplo, as odds antes do jogo estavam em 1,91 para o City e 4,33 para o Chelsea.

A final

O jogo

Jogando no estádio do Dragão, em Portugal, o Chelsea conseguiu bater o City por 1×0 com um gol de Kai Havertz. O time de Tuchel enfrentou o City pela quarta vez nessa temporada e venceu três dos confrontos – o que mostra uma clara superioridade dos Blues no retrospecto mais recente.

Com a bola rolando, o Chelsea teve mais volume de jogo e conseguiu se defender melhor. O City teve mais posse de bola (60 contra 40%), mas o tão falado jogo coletivo de Guardiola não encaixou bem na partida e os Citizens não criaram grandes ameaças à meta de Mendy.

Havertz finalmente

O Chelsea foi até a Alemanha buscar Kai Havertz no Bayern Leverkusen. O jovem de 21 anos, que há quatro anos desfalcou o Bayer por causa de uma prova na escola (!), foi a maior contratação do clube para a temporada (custou 80 milhões de euros) e não tinha marcado nenhum gol na Champions. Até receber um passe de Mason Mount, passar por Éderson e anotar o tento que daria o título ao Blues. Valeu ou não valeu o investimento?

Kevin De Bruyne abaixo

Junto de Éderson, De Bruyne é talvez o único outro jogador que seja titular absoluto no time do City. Mas, na final, ele não conseguiu jogar tudo que sabe. Depois de um primeiro tempo sem grandes participações, o meia belga se machuce saiu de campo com um olho roxo. Gabriel Jesus entrou em seu lugar.

Thiago Silva e Tuchel

Thiago Silva e Thomas Tuchel. Ambos foram dispensados do PSG após o vice contra o Bayern na última temporada e, a esta altura, chegavam novamente à final da Champions com um time muito bem articulado, principalmente defensivamente.

Quem você acha que foi o maior jogador da edição? Conte nos comentários!