Nunca foi apenas futebol. O esporte une as pessoas e trás um sentimento de comprometimento e reconhecimento. Confira algumas torcidas muito apaixonadas por seus respectivos clubes.

Glasgow Celtic

Nascido na capital da Escócia em 1888, o Celtic FC foi fundado por padres da irmandade Marista com o intuito de levar o esporte recém criado para a população mais pobre de Glasgow.

Desde a sua criação o Celtic é conhecido como o time das minorias, tendo uma forte ligação com a população Irlandesa, que sofria muito com a desigualdade social da época. Sendo assim, o Celtic sempre teve uma forte ligação com sua torcida que sempre abraçou o time.

A torcida do Celtic é famosa por seu fanatismo e em alguns casos até de certa forma violento. No clássico nacional, conhecido como “Old firm”, as torcidas de Celtic e Rangers se enfrentam constantemente nas ruas da capital Escocesa o que levou as autoridades a tomarem medidas drásticas para lidar com os torcedores violentos.

Sua torcida é famosa também por momentos emocionantes, principalmente quando entoa o hino “You’ll never will walk alone”, ou em suas manifestações anti fascistas como quando levou um cartaz com uma referência ao enforcamento de Mussolini, ditador italiano e líder fascista.

Racing Club de Avellaneda

O clube é um dos mais tradicionais da Argentina e está entre as cinco maiores torcidas do país e sua sede fica em Avellaneda, na Grande Buenos Aires.

Juntamente com Boca Juniors, River Plate, San Lorenzo de Almagro e Independiente (seu grande rival, com quem disputa o famoso clássico da Avellaneda).

Apesar do clube não possuir a visibilidade dos seus adversários como Boca e River, a sua torcida entoa cânticos de tremer o estádio, e apoia o clube em todos os momentos.

O Racing foi o primeiro clube argentino a vencer a a Copa Intercontinental de Clubes, hoje chamado de Mundial de Clubes, em 1967 e por isso recebeu o apelido de “El Primer Grande”, ou seja o primeiro grande clube do país.

Mas nem tudo na história do Racing são flores. No final da década de 1990, o clube passou por um momento muito difícil, foi nessa hora que sua torcida entrou em atuação. Arrisco dizer que nunca antes se viu uma interação tão grande entre torcida e equipe na América Latina e talvez no mundo.

O clube começou a acumular muitas dívidas, chegando a dever 30 milhões de dólares. A justiça argentina decretou a falência do clube, declarando seu fim.

A torcida não se conformou com isso e foi para as portas do clube exigir explicações. Isso aconteceu durante o campeonato argentino e três dias depois existia uma partida marcada na competição. Como o clube havia decretado falência, os jogadores não compareceram ao estádio, porém a torcida lotou as arquibancadas.

Mesmo não existindo o time, existia o clube e a torcida fez questão de não deixar isso morrer. Depois dessa demostração de força e apoio da torcida, a justiça argentina decidiu por rever as contas do clube e deu mais tempo para o mesmo se reestruturar.

No ano seguinte, um grupo denominado Blanquiceleste S.A. assumiu o controle do clube, e foi aos poucos normalizando as contas do time e os resultados começaram a aparecer 1 ano após. Em 2001 o Racing já conseguiu conquistar o Torneo Apertura, que não ganhava a 35 anos.

A partida que valia o título aconteceu na casa do Vélez Sarsfield, mas quem fez barulho e compareceu foram os torcedores da La Academia. Os que não conseguiram entrar no estádio foram para o El Cilindro, estádio do Racing. Ou seja, a torcida conseguiu lotar dois estádios em uma mesma cidade no mesmo dia.

Depois de chegar ao fundo do poço e ser reerguido pela torcida, o clube foi pouco a pouco ganhando novamente seu status dentro do país e hoje, continua como um dos cinco grandes.

A torcida tem orgulho do que viveram e não tentam esconder, muito pelo contrário, sabem do período de dificuldade e tem ufania do que superou.

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