A tarefa de montar uma lista dos gigantes do futebol nunca é tarefa fácil. Como deixar um grande ídolo de fora? Como comparar atletas de épocas diferentes? Fizemos uma lista com cinco gigantes, que não estão mais em atividade. Quem você acha que faltamos mencionar?

Ferenc Puskas

Puskas em campo

Maior jogador da histórica Hungria dos anos 50, campeã olímpica e detentora de um recorde mais de 50 partidas invicta, o meia-esquerda Ferenc Puskas possui recordes impressionantes, sendo o maior artilheiro da história do Honved e tendo uma das maiores médias de gol da história do Real Madrid.

Pelos Merengues, viveu a mais vencedora fase de sua brilhante carreira, formando um ataque inesquecível junto de Di Stéfano, Gento e Kopa. Foi multicampeão pelo clube, que seria eleito maior do século pela FIFA. É outro gênio que nunca teve o sabor de comemorar um título Mundial, embora sua Hungria detenha vários recordes pela participação na Copa de 1954.

A irreverência do jogador foi tanta, que a FIFA decidiu homenagear o atleta com a criação do prêmio ao gol mais bonito da temporada, prêmio Puskas.

Alfredo di Stéfano

Alfredo di stefano.

Companheiro de Puskas no ataque do Real, Alfredo di Stéfano é o maior jogador da história do time merengue. Principal líder e goleador do time pentacampeão europeu, Don di Stéfano foi considerado por parte da mídia como sendo o maior de sua época – fato sempre ignorado pela imprensa brasileira, que nunca tolerou comparações com Pelé.

Contra o craque argentino, pesa o fato de nunca ter conquistado uma Copa. Mas Di Stéfano jogou muito com as camisas do River Plate, Milionários-COL e, claro, do Real Madrid. Fez mais de 700 gols na carreira, sendo por muitos anos o maior goleador da história do Real. Estabeleceu um recorde de hat-tricks no Campeonato Espanhol, sendo superado por Cristiano Ronaldo, mais de 50 anos depois.

Jogou pelas seleções argentina, colombiana e espanhola, mas assim como outros gênios, não tem sua história intimamente ligada às Copas do Mundo. Tornou-se presidente de honra do Real Madrid até o fim de sua vida, em 2014.

Johann Cruyff

Johann Cruyff no Barcelona

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O holandês Johann Cruyff é um raro caso de jogador que não precisou vencer uma Copa do Mundo para ser lembrado como um monstro do esporte. Talvez porque sua contribuição ao esporte tenha se estendido para além dos tempos em que foi o melhor jogador do planeta, no início do anos 70.

O camisa 14 foi o maior símbolo do genial Carrossel Holandês montado por Rinus Michels, jogando o futebol total, onde nenhum atleta de linha guardava posição. Cruyff foi capitão daquela geração, que era inspirada no Ajax, tricampeão europeu nos anos anteriores à Copa.

Aposentado, foi o idealizador do Barcelona do início dos anos 90, desenvolvendo a escola que seria aprimorada por Pep Guardiola – que foi seu jogador no time campeão da UEFA Champions League em 93. Cruyff foi um rebelde, jogador de personalidade forte e, por isso, não muito querido pelos dirigentes de clubes. Brigou pelos seus direitos como atleta, inspirando outros jogadores a seguir seus passos, e virou uma referência no esporte.

Diego Maradona

Maradona no Napoli.

O eterno camisa 10 não é chamado de D10S por acaso. A relação do povo argentino com Maradona realmente ultrapassa os limites. Diego é reconhecido pela história como o atleta a ter o maior desempenho individual das Copas em todos os tempos (em 1986), também marcou o gol mais bonito dos mundiais.

Levou uma Argentina enfraquecida para a final da Copa de 1990, perdida com um pênalti muito contestado. Em clubes, viveu sua melhor fase no Napoli. Nas palavras dos torcedores napolitanos “Messi é a cereja do bolo; Diego, é o bolo inteiro”. Uma declaração que dá uma real dimensão do tamanho do craque.

Careca, companheiro do argentino no clube italiano, garante que jamais haverá um cara que como Dieguito. Nem mesmo Pelé foi tão bom quanto, segundo o goleador brasileiro. Diego encerrou sua carreira de forma melancólica, pego no antidoping por uso de cocaína, despediu-se do futebol em meio a Copa de 1994. A luta contra a balança foi uma constante na carreira do gênio. E justamente esses problemas que fazem o mundo admira-lo tanto: Maradona é humano. E é impressionante que um ser humano faça o que esse cara foi capaz de fazer.

Pelé

Pelé na seleção Brasileira.

Pelé pode não ter sido o atleta mais querido do mundo e é fato que seu comportamento e declarações pós-carreira ​ajudam a alimentar essa certa antipatia pelo Rei. Mas Pelé não é Rei por acaso. Foi o maior jogador do Santos dos anos 60, tido por muitos como o maior time de todos os tempos.

Foi tricampeão mundial pela seleção brasileira, único na história a conquistar tal feito. É o maior goleador da história do futebol mundial, do Santos e da seleção e como se tudo isso não bastasse, Pelé ainda foi o símbolo de uma revolução que o esporte viveu, com a explosão da disputa entre as fornecedoras de material esportivo.

Está para o futebol como Jordan está para o basquete, não há muito debate, sobre o primeiro lugar. A mística da camisa 10 nasceu com ele, a obrigação de disputar partidas com mínimo de 48/72 horas de diferença também. É um jogador que possui mais de mil gols na sua carreira. Pelé dificilmente será superado no esporte por tudo que representou a ele.

Quem você acha que foi o maior? Conta pra gente! Não esqueça de fazer sua escalação no SPM 365!