Grandes craques brasileiros já deixaram as terras tupiniquins para jogar na Itália. Alguns fizeram história na seleção, outros foram grandes ídolos no velho continente. Confira alguns jogadores que fizeram sucesso nas terras do país da bota.

Kaká

Kaká no Milan.

Kaká fez história no Milan e não precisou de muito tempo para ganhar o coração dos torcedores. Em seu primeiro clássico, marcou um gol na vitória por 3×1. Ainda em sua primeira temporada, desbancou Rui Costa e Rivaldo, ídolos brasileiros no clube e superou os números deles em camisas vendidas.

Com talento, dinamismo, arrancadas absurdas e muita força física, rapidamente se adaptou ao futebol italiano. Foi peça fundamental na conquista da Liga dos Campeões de 2007, ano em que também foi eleito melhor jogador do mundo. O amor dos torcedores por “Ricky” fez com que, por duas vezes, multidões se reunissem em frente a sua casa para convencê-lo a não trocar o clube por outro gigante europeu.

A contragosto deixou o Milan para seguir ao Real Madrid, mas nem de longe repetiu o bom futebol de Milão. Retornou em 2013, porém não possuía mais a mesma forma física e tinha muitas dores, assim não conseguiu repetir os feitos anteriores. Ainda assim completou a 300ª partida com a camisa rossonera.

Careca

Careca no napoli.

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Sem dúvidas, Careca é o principal brasileiro que passou pelo Napoli. Não bastasse ter passado pelo clube em seu principal momento, o piracicabano ainda marcou época. Em 1987, um anos depois de ser Bola de Ouro do Brasileião, Careca chegou ao Napoli.

O brasileiro marcou 13 gols na primeira temporada e o trio MaGiCa (Maradona, Giordano e Careca) conduziu o time ao vice-campeonato. Em 1988/89, ele foi novamente o artilheiro do time em outra campanha de segunda colocação da Serie A, com 19 gols, e ajudou o Napoli a vencer a Copa UEFA, quando liderou a artilharia da competição com seis gols.

No ano seguinte, a boa fase de Careca e Maradona destruiu os rivais na campanha do título nacional, ano em que também conquistaram a Supercoppa. Foi a última vitória do mais importante ciclo da história do time, muito disso por conta da suspensão por 15 meses de Maradona, pego em um exame antidoping.

Com o novo parceiro de ataque, Gianfranco Zola, Careca brilhou pouco durante mais três anos no clube. Em 1993, o brasileiro deixou o clube para jogar no Kashiwa Reysol, do Japão. Careca deixou o Napoli com 95 gols, em 221 partidas e, ainda hoje, é o sexto maior artilheiro da história do clube.

Ronaldo

Ronaldo na Inter.

Ronaldo, o Fenômeno. Uma lenda que, apesar dos problemas, foi insuperável dentro de campo. Por cinco temporadas, mas apenas uma em forma física perfeita, os torcedores da Inter de MIlão acompanharam um gênio que fazia parecer tudo mais fácil.

Foram 59 gols em 99 jogos, 34 deles só em 1997/98, seu auge com a camisa nerazzurra. Na Serie A, 49 em 68 partidas, média de 0,72. Números que só não são mais fantásticos por duas lesões gravíssimas, que o fizeram atuar em metade de 1998/99, um quarto de 1999/00, nada em 2000/01 e um terço de 2001/02, e mesmo assim teve resultados impressionantes: 24 gols em 36 partidas.

Mesmo atuando menos vezes do que poderia, em cinco anos, Ronaldo, até hoje está na memória dos interistas, e para completar, o astro ainda foi eleito melhor do mundo na época que vestia a camisa do clube.

Júlio César

Júlio Cesar na Inter.

Júlio César chegou a Inter em 2005. Por sete temporadas, fez história num clube de tantos goleiros marcantes e tem seu lugar importante no meio deles. Fez 300 partidas com a camisa nerazzurra e sofreu 273 gols – sendo o segundo maior goleiro da história do clube, perdendo apenas para Zenga.

Exceto pela temporada ruim de 2011/12, sua última, teve média inferior de um gol/partida em todos os outros anos. Foi o goleiro menos vazado com mais de 30 partidas por cinco anos seguidos. Dos brasileiros que participaram das conquistas do clube na última década, foi o único que ganhou uma despedida pública no estádio, o que mostra que ele ganhou muita identificação com o clube e com a torcida.

Junto ao clube venceu a Serie A cinco vezes. Foi campeão da Coppa Itália três vezes, e foi campeão da Champions e do Mundial uma vez.

Dida

Dida no Milan.

Dida ganhou destaque no Milan e em toda a Europa. Dois anos após ser contratado junto ao Cruzeiro, ganhou espaço no time rossonero, mas devido a uma falha em uma de suas primeiras partidas e um problema judicial, acabou por retornar ao Brasil.

Somente após o pentacampeonato, em 2002, é que teve suas primeiras oportunidades. Sua habilidade em defender pênaltis garantiu o título europeu contra a Juventus, na temporada 2002/03, e o tornou um dos principais goleiros na Europa. Foram 302 jogos pela equipe, muitas vezes sem o merecido reconhecimento, sobretudo porque falhou além da conta nos últimos anos no clube. Em sua despedida, porém, tudo foi esquecido e o baiano ganhou todo o merecido carinho da torcida.

Cafu

Cafu na Roma.

Cafu chegou à capital italiana a um custo baixo, em 1997, para jogar na Roma. Ele precisava disputar posição com Fabio Petruzzi. Eram tempos difíceis na Roma, mas logo ele conseguiu firmar sua posição como titular absoluto. Foi incrível nas seis temporadas que jogou e ainda se consagrou com o título da Serie A e a sequência de chapéus em Pavel Nedved em um clássico contra a Lazio. Aos 33, deixou a Roma para jogar no Milan.

Depois de ser um dos ídolos da Roma, e ter ganhado o apelido de “Trem Expresso”, devido a sua capacidade de atacar e defender, Cafu chegou ao Milan. Já com 33 anos e, considerado um dos melhores laterais do mundo, assumiu o protagonismo que havia conquistado na capital, desta vez jogando ao lado de nomes como Maldini, Nesta, Gattuso, Ambrosini e Kaká.

Ciente de que poderia ainda dar um passo a mais na carreira, venceu duas Liga dos Campeões, sendo uma delas, a de 2006/07, como um dos destaques da equipe. Também levantou um Mundial de Clubes e uma Copa Intercontinental. Encerrou sua carreira em 2008, numa partida contra a Udinese, na qual anotou o último gol da partida. 

Quem você acha que está faltando nessa lista? Conta pra gente! Não se esqueça de escalar seu time no SPM 365.