A Copa do Mundo de Futebol Feminino começa no dia 07/06 e será realizada na França. Vem conhecer a história dessa competição e torcer juntos para nossas meninas!

Edição 2019

A Copa do Mundo de Futebol Feminino começou a ser realizada em 1991, 67 anos depois da primeira edição da competição masculina. Por ser um evento “novo” esta edição pode entrar pra história.

A França, berço da revolução francesa e da primeira onda feminista, protagonizada no início da revolução francesa em 1789 será lar das 24 seleções que buscam o troféu.

Com a maior cobertura televisa da história do campeonato e com seleções extremamente bem preparadas, a edição francesa pode ser o marco para dar o reconhecimento merecido para a competição.

Com o fortalecimento das ligas femininas, principalmente no exterior, grandes times como Manchester City, PSG, Barcelona e diversos outros, estão investindo na modalidade e por isso a técnica e qualidade do futebol também cresce.

Antigamente a seleção estadunidense era a grande favorita em todas as competições, devido a importância e investimento na categoria esportiva nas terras do Tio Sam. Agora com o desenvolvimento das ligas na Espanha, França e Inglaterra o nível de competitividade aumentou.

Com 130 emissoras presentes e transmissão para 135 países, patrocínio de grandes marcas de cunho esportivo e venda de ingresso recorde, com entradas para a final e semifinais esgotando em 48h a edição de 2019 promete ser a maior já vista até hoje.

Futebol Feminino: uma história de luta

No Brasil no ano de 1941 o então presidente, Getúlio Vargas, lançou um decreto-lei proibindo a prática do futebol pelas mulheres, a proibição durou até 1979.

Neste cenário é possível ver o porquê o futebol feminino é tão desvalorizado. Enquanto os homens estavam ganhando os mundiais de 1958, 1962 e 1970 as mulheres não podiam nem sequer vestir suas chuteiras e ir jogar.

Se o futebol masculino gera muitas polêmicas, o futebol feminino gera ainda mais. Depois da revogação do decreto muitas equipes e ligas foram criadas.

A primeira convocação pela CBF foi em 1988 para disputar a Woman´s Cup of Spain. Esse foi o primeiro título internacional da seleção canarinho… feminina.

Cada vez conseguindo se impor mais no mercado esportivo e conquistar mais e mais fãs, o futebol feminino foi considerado uma categoria olímpica a partir de 1996.

De lá pra cá muito mudou, é inegável que as mulheres conquistaram seu lugar, mas ainda há muito para se batalhar. O prêmio da competição e de 5 milhões de dólares para a seleção vencedora, o dobro da última competição.

Apesar do aumento de 100% no valor do prêmio entre o último mundial e o desse ano, a competição masculina dá ao vencedor o valor de 38 milhões.

Não apenas nos aspectos financeiros, o futebol feminino ainda sofre com o preconceito. As meninas trabalham duro para ganhar títulos e a evolução é nítida, mas ainda há muito que ser conquistado.

Grupos

Separadas em seis grupos, as 24 seleções se enfrentam primeiro entre os grupos e depois avançam para as disputas de mata mata, assim como o futebol masculino.

Grupo A

Coreia do sul, França, Nigéria e Noruega.

Grupo B

África do Sul, Alemanha, China e Espanha.Grupo C

Grupo C

Austrália, Brasil, Itália e Jamaica.

Grupo D

Argentina, Escócia, Inglaterra e Japão.

Grupo E

Camarões, Canadá, Holanda e Nova Zelândia.

Grupo F

Chile, Estados Unidos, Suécia e Tailândia

Seleção Brasileira

Esta pode ser a última Copa de uma geração duas vezes medalhista olímpica e vice-campeã mundial. Marta, Cristiane e Formiga as estrelas do time e as três mais experientes da seleção podem disputar seu último campeonato mundial pela seleção canarinho.

As três são muito importantes para uma geração que elevou o patamar da esporte, que antes era tratado praticamente como amadorismo. Formiga com 41 anos, é a recordista brasileira entre homens e mulheres em número de Copas disputadas. Em 2019, em sua última participação ela completará sete Copas do Mundo disputadas.

Cristiane está na seleção desde dos 15 anos, agora com 33, busca seu primeiro título mundial. Sendo a maior artilheira da história dos jogos olímpicos com 12 gols, Cristiane é muito importante para a equipe e pode trazer bons resultados.

Dispensando maiores apresentações, Marta é a maior goleadora da seleção brasileira, da modalidade feminina e masculina. A meio campista ultrapassou a marca de Pelé e já foi eleita a melhor jogadora do mundo seis vezes.

As convocadas para vestir o uniforme verde e amarelo são:

Goleiras: Aline, Bárbara e Letícia Isidoro;

Laterais: Fabiana Baiana, Letícia Santos, Tamires e Camila;

Zagueiras: Érika, Kathellen, Mônica e Tayla;

Meio-campistas: Andressinha, Formiga, Marta, Adriana e Thaisa;

Atacantes: Bia Zaneratto, Cristiane, Raquel, Debinha, Geyse, Ludmila Andressa Alves.

O Brasil joga pela fase de grupo nos dias:

09/06 – Brasil x Jamaica às 10:30

13/06 Brasil x Austrália às 13:00

18/06 Brasil x Itália às 16:00

Já se preparou para assistir os Jogos? Aproveite e escale seu time!