Partida terminou 2×2 no tempo regulamentar e o Afogados (PE) venceu nos pênaltis por 7×6.

Quando o Atlético-MG teve dificuldades para passar primeira fase da Copa do Brasil, falamos sobre a possibilidade de Dudamel cair por causa da cultura imediatista vigente no clube (e no futebol brasileiro de uma forma geral).

Ontem, depois de empatar com o Afogados por 2×2 e ser eliminado nos pênaltis na segunda fase da mesma competição, Rafael Dudamel e sua comissão técnica foram demitidos com 10 jogos de comando (4V/4E/2D) e 53,3% de aproveitamento. O diretor de futebol (e ídolo do clube) Marques e Rui Costa também não fazem mais parte da diretoria.

As duas eliminações foram amargas, difíceis de aceitar pelo que se esperava de um clube do tamanho do Atlético. Além de adversários tecnicamente ruins (Union é o 18º do campeonato argentino e o Afogados joga a série D), os jogadores do Galo, de um modo geral, tiveram um desempenho muito abaixo do razoável.

Mas uma coisa é certa: a diretoria tenta encontrar o caminho das pedras insistindo numa fórmula que já se provou falida. Desde 2013, quando Cuca comandou o clube por toda a temporada, o Galo teve 12 treinadores efetivos – só na gestão de Sette Câmara, foram 7 treinadores demitidos em 2 anos. Agora, o presidente não conta com seu diretor de futebol e precisa encontrar um treinador que aceite comandar um time no meio da temporada com jogadores que não escolheu.

Não há receita certa para o sucesso, mas com certeza ele passa pela construção de um “pojeto” (Luxemburgo tem razão nisso). É preciso contratar jogadores com características condizentes com a filosofia do treinador e, principalmente, dar tempo para que as mudanças aconteçam.

Enquanto a diretoria do Galo não entender isso, o time vai sofrer com temporadas medíocres e continuar no jejum de títulos.

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