Os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, adiados para 2021, acontecerão no próximo ano, independente da pandemia do coronavírus, disse o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach.

Os Jogos Olímpicos de Tóquio-2020 foram adiados em um ano, no mês de março passado, depois de um acordo entre o COI, o Comitê Organizador, e o governo do Japão diante da pandemia do novo coronavírus.

O aumento das infecções em grande parte do mundo e a renovação das medidas de confinamento, especialmente na Europa, voltaram a levantar questões sobre a realização dos Jogos no próximo ano, caso a pandemia não esteja controlada. 

“Estamos preparados para oferecer uma Olimpíada segura, sejam quais sejam as circunstâncias no próximo verão (no hemisfério norte)” afirmou Bach.

Thomas Bach em discurso.

Segundo as instituições organizadoras do evento, as Olimpíadas ocorrerão normalmente, mas com algumas medidas de segurança. A expectativa é que até a data de início já se tenha uma vacina eficaz para a prevenção do coronavírus.

As Olimpíadas terão uma ala específica para os contaminados pelo coronavírus. Uma força-tarefa composta pelo Comitê Organizador e por membros do governo japonês anunciaram que haverá uma base para infectados dentro da Vila dos Atletas, a fim de preservar outros competidores e conseguir um tratamento específico para os que contraírem a Covid-19.

Além da base de infectados, Tóquio 2020 ainda vai contar com um “Centro de Controle” para doenças infecciosas, com ênfase no coronavírus. Essa organização contará com um time de médicos que centralizarão as decisões e as medidas a serem tomadas em casos de contaminação nas Olimpíadas.

Yuriko Koike, governadora de Tóquio, afirmou que crê em poder ver as arquibancadas cheias no evento que será realizado de 23 de julho a 8 de agosto de 2021.

A expectativa da governadora, assim como de representantes do COI e do Comitê Organizador, é que a população mundial tenha acesso à vacina até a realização do evento. Por isso, todos os envolvidos nos Jogos Olímpicos evitam dar uma previsão para a tomada de decisão sobre a presença de público.

Antes da epidemia, Bach declarou que eram os Jogos com a melhor preparação que já havia observado. As sedes, bem como a vila olímpica, que estavam quase todas concluídas em janeiro, agora já estão prontas esperando o evento em 2021.

Brasil nas Olimpíadas

Por hora, a pandemia não freia expectativa do Brasil de conquistar 20 medalhas e bater o recorde obtido na Rio-2016. Com algumas mudanças no programa olímpico, as chances brasileiras aumentaram.

Agora surfe e skate serão modalidades olímpicas e o futebol masculino poderá contar com atletas até 24 anos, esticando o tradicional limite de idade, fixado em 23 desde 1992.

Dessa maneira, o COI confirma que todos os jogadores de futebol que teriam a possibilidade de ser convocados para os Jogos Olímpicos em 2020 possam também em 2021. Para os brasileiros, notícia importante, já que onze atletas que estiveram no pré-olímpico, realizado em fevereiro deste ano, terão 24 anos em 2021.

A regra de convocar três atletas acima de 23 anos, algo liberado desde as Olimpíadas de 1996, segue vigente. Assim, Neymar pode, por exemplo, participar de sua terceira Olimpíada, já que foi vice-campeão em Londres 2012 e ouro na Rio 2016.

Seleção Olímpica de futebol Brasileira com o ouro inédito em 2016.

Para além do futebol, o Brasil traz favoritos também no skate, surfe, boxe, vôlei de praia e quadra, judô, maratona aquática, ginástica, mountain bike, atletismo e muito mais. Mas alguns dos principais atletas brasileiros não possuem suas vagas garantidas, já que o Pré-Olímpico das Américas foi interrompido por causa da pandemia. 

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