A Ferroviária é campeã da Copa Libertadores feminina pela segunda vez em sua história. A equipe do interior paulista venceu o América de Cali, da Colômbia, por 2×1 e conquistou a edição de 2020 do torneio continental.

Em sua quarta participação na competição, a equipe reformulada e comandada pela técnica Lindsay Camila sofreu na primeira fase. Após início ruim com goleada sofrida, se recuperou e conseguiu a suada classificação para o mata-mata pelo critério de saldo de gols. Nas quartas de final, superou o River Plate por 1×0 para, em seguida, eliminar o Universidad de Chile nos pênaltis.

Além do bicampeonato, o clube de Araraquara também quebrou um importante tabu. A treinadora Lindsay Camila se tornou a primeira mulher a comandar um time campeão da Libertadores feminina. O torneio começou em 2009 e foi vencido apenas por técnicos homens nas primeiras 11 edições.

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A Ferroviária estreou na Libertadores perdendo por uma goleada de 4×0 para o Desportivo Limpeño. Na fase de grupos, o time não se destacou, e teve uma classificação histórica para as quartas de final. As Guerreiras Grenás precisavam de um placar elástico e combinação de resultados para avançar, elas alcançaram o objetivo e golearam o Universidad de Chile por 4×1. 

No início dos mata-matas, a Ferroviária teve um jogo difícil contra o River Plate, mas venceu por 1×0. Bem mais duro seria o reencontro com a Universidad de Chile na semifinal. Depois do empate sem gols nos 90 minutos, a definição acabou nos pênaltis, e a goleira Luciana fez toda a diferença ao defender três cobranças das chilenas na vitória grená por 7×6.

Já na decisão, o embate contra foi contra o América de Cali, que eliminou o favorito Corinthians na fase anterior. A Ferrinha havia disputado a decisão de 2019 contra as próprias corintianas, mas a taça escapou. Desta vez, as alvinegras precisaram se contentar com o bronze, após o triunfo por 4×0 sobre La U na decisão do terceiro lugar.

Esta foi a nona vez que o Brasil conquistou a Libertadores Feminina. O São José é o maior campeão, com três troféus. Corinthians, Santos e agora a Ferroviária somam dois. Colo-Colo, Sportivo Limpeño e Atlético Huila completam a galeria de vencedores, com um título cada. E a Ferrinha ressalta mais uma vez o excelente trabalho realizado no seu departamento feminino, as conquistas da equipe ainda inclui dois Brasileiros, uma Copa do Brasil e quatro Paulistas.

A final

A Ferroviária abriu o placar logo nos 6′ iniciais. Em cobrança de falta de muito longe, Sochor levantou para o meio da área, mas ninguém desviou. A goleira Tapia não conseguiu segurar e acabou cometendo uma grande falha, que resultou no primeiro gol brasileiro.

A primeira grande chance do América de Cali na partida foi um pênalti sofrido, aos 39′. Após rápido contra-ataque, Robledo arrancou pela esquerda, entrou na área e acabou derrubada pela zagueira Yasmin. Na cobrança, Catalina Usme apenas rolou a bola no canto esquerdo de Luciana, que ameaçou ir para a direita mas acabou ficando parada no meio do gol.

Dois minutos depois, no entanto, a Ferroviária voltou a estar em vantagem. Após grande lance, Aline Milene sofreu falta fora da área, mas a arbitragem não marcou. Na sequência, Ocampo cometeu pênalti em Lurdinha. Aline Milene foi a encarregada para a cobrança e bateu firme no canto direito de Tapia, que pulou para o outro lado.

No segundo tempo, o América de Cali se lançou ao ataque em busca do empate. Logo no primeiro lance, González acertou o travessão de Luciana. Depois, aos 13′, foi a vez de Ospina balançar a trave esquerda da goleira. Aos 21, a goleira brasileira precisou fazer fazer uma grande defesa em chute cara a cara de González.

Após a pressão inicial do time colombiano, a Ferroviária conseguiu se fechar e ceder poucas chances claras. A única grande oportunidade na reta final foi nos acréscimos, quando Castañeda cabeceou no travessão.

Com uma postura audaciosa e apostando nos contra-ataques nos últimos minutos, o clube de Araraquara segurou o 2×1 e faturou o bicampeonato da Libertadores, uma conquista muito importante para o futebol feminino brasileiro.

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