O que foi esse projeto? Quais clubes estavam envolvidos? Qual foi o posicionamento da FIFA e da UEFA? Confira!

Doze grandes clubes do continente resolveram lançar uma competição em oposição à Liga dos Campeões da Uefa. Mas em apenas 48 horas metade dos fundadores anunciaram a desistência, pressionados pela enxurrada de críticas, incluindo de seus próprios torcedores e o torneio já foi suspenso.

Quem participaria?

Doze dos principais clubes de três países formam o bloco dos criadores. A Inglaterra possui o maior número de representantes: seis (Arsenal, Chelsea, Liverpool, Manchester City, Manchester United e Tottenham). Os outros seis vem de Itália e Espanha, com três cada: Milan, Inter de Milão, Juventus, Atlético de Madrid, Barcelona e Real Madrid. A ideia era de anunciar mais três integrantes deste grupo de formadores.

No entanto, o Manchester City confirmou sua saída dois dias depois da criação da liga, e pouco depois outros cinco times ingleses também desistiram. A pressão de torcedores, jogadores e opinião pública levou a liga a suspender o torneio.

Os clubes alemães e franceses rejeitaram a ideia de aderir ao grupo. A Federação Francesa de Futebol e a Liga de Futebol da França emitiram nota conjunta na qual dizem que:

“Sonhos hegemônicos de uma oligarquia resultarão no desaparecimento de um sistema europeu que permitiu que o futebol se desenvolvesse sem precedentes no continente.”

Já Christian Seifert, CEO da Liga alemã, também emitiu um pronunciamento dizendo:

“Me oponho a qualquer conceito a uma Superliga europeia. Interesses econômicos de poucos clubes do topo de Inglaterra, Itália e Espanha não devem levar como consequência à abolição de estruturas estabelecidas no futebol europeu. Seria uma irresponsabilidade e um dano irreparável às ligas nacionais.”

Além dos representantes das Ligas nacionais, alguns clubes também se posicionaram contra a competição, como o Bayern de Munique e o Paris Saint-German.

Qual seria o formato da competição?

Pelo planejamento original, participariam 20 clubes: os 15 fundadores mais outros cinco que se classificarem com base no rendimento da temporada anterior. A competição começaria em agosto e a final seria nos últimos dias de maio, em estádio neutro. Os 20 times seriam divididos em dois grupos, com jogos dentro e fora de casa dentro da mesma chave, no meio de semana.

Os quatro melhores de cada grupo se classificariam para um mata-mata, também com partidas de ida e de volta. A final da Superliga seria em confronto único. A proposta era de que as fase finais do torneio seriam disputadas dentro de um mês.

Por que criar a competição?

Os clubes fundadores alegam que o projeto estabelece uma “base sustentável para o futuro a longo prazo, aumentando substancialmente a solidariedade e dando aos torcedores e jogadores amadores um fluxo regular de jogos de destaque que irão alimentar a sua paixão pelo jogo e, ao mesmo tempo, fornecer a eles um modelo atraente”.

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Os representantes da liga sustentam que a competição “proporcionará um crescimento econômico significantemente maior” do que com o atual modelo da Liga dos Campeões. Os clubes fundadores receberão juntos € 3,5 bilhões na primeira temporada. Além disso, a Superliga diz que contribuiria com € 10 bilhões em “pagamentos de solidariedade”.

Se este valor se confirmasse, seria muito superior à quantidade paga aos clubes pela UEFA em todas as competições (Liga dos Campeões, Liga Europa e Supercopa Europeia), que geraram € 3,2 bilhões em direitos de transmissão na temporada 2018/19, antes que a pandemia afetasse seriamente o mercado europeu de direitos esportivos.

O que disseram UEFA e FIFA?

A UEFA prometeu esforços conjuntos com as outras ligas nacionais “para parar esse projeto cínico, fundado em interesses próprios de poucos clubes em um momento em que a sociedade precisar mais do que nunca de solidariedade”. Além de ameaçar os clubes, citou jogadores que participarem da Superliga como passíveis de banimento de “todas as competições da UEFA e FIFA, europeias ou internacionais”.

As federações de Espanha, Inglaterra e Itália, de onde vem os 12 fundadores, se posicionaram ao lado da entidade continental e reforçaram que, se a Superliga for adiante, seus membros não poderão participar das ligas de cada país.

Aleksander Ceferin, atual presidente da UEFA.

Em comunicado, a Fifa aponta que “só pode expressar sua desaprovação a uma ‘liga separatista europeia fechada’, fora das estruturas futebolísticas internacionais e sem respeitar os princípios antes mencionados”. A entidade ainda acrescentou que “se mantém firme a favor da solidariedade no futebol e de um modelo de redistribuição equitativa que possa contribuir com o desenvolvimento do futebol como esporte, especialmente a nível mundial”.

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