Conheça toda trajetória de Romário pelo mundo do futebol. Relembre as polêmicas, os lances marcantes, os títulos e tudo que o Baixinho aprontou antes de se aposentar

Primeiros passos

No dia 29/01/1966, nasceu Romário de Souza Faria, o baixinho, que seria um dos maiores atacantes do futebol brasileiro. Assim como a maioria dos jogadores, teve uma infância difícil e encontrou no futebol uma forma de mudar completamente o rumo de sua vida e de sua família.

Nascido na favela do Jacarezinho e filho de uma lavadeira e de um operário, Romário começou a jogar aos cinco anos de idade quando seu pai montou a Estrelinha, uma escolinha de futebol. Já naquela época, Romário tinha bastante destaque, mesmo tendo menos estatura que as crianças da sua idade.

Em 1978, com 12 anos, Romário foi rejeitado no Vasco pela sua baixa estatura, mas foi aceito no Olaria. Poucos meses depois, o Vasco mudou de ideia e mostrou interesse pelo baixinho, mas o Olaria se recusou a liberá-lo. Romário permaneceu no clube da Zona Leopoldina até 1980, quando, finalmente, passou a vestir a camisa cruzmaltina nas categorias de base.

Antes de subir para o profissional do Vasco, conquistou três títulos: o carioca sub-17 (1982) e o carioca sub-20 (1983 e 1984) com direito à artilharia isolada nas três competições.

Promoção ao profissional

Bem sucedido na base, a promoção para o time profissional era só uma questão de tempo e ela veio em 1985, quando Romário tinha apenas 19 anos.

Pelo gigante da Colina, o baixinho não decepcionou e fez jus à confiança depositada nele. Até 1988, quando encerrou sua primeira passagem pelo clube, disputou 196 jogos, marcou 139 gols colocou dois estaduais no currículo (87 e 88) – sem mencionar a artilharia do Carioca nos anos de 86 e 87.

Olimpíadas de Seul

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Em 1988, Romário vivia ótima fase e fez parte do time que foi a Seul tentar conquistar a tão esperada medalha olímpica da Seleção Canarinho. Infelizmente, o sonho acabou de forma triste porque fomos derrotados na final pela União Soviética. Mas o Baixinho jogou bem na competição e chamou a atenção do PSV da Holanda, que decidiu contratá-lo.

PSV

Na temporada 88/89, Romário, com apenas 22 anos, foi protagonista do PSV na conquista do campeonato holandês – foi inclusive artilheiro com 19 gols – e na Copa dos países baixos.

Na temporada 89/90, o único título foi a Copa do Países Baixos. Romário acabou se lesionando antes do fim do Campeonato Holandês e o PSV ficou em segundo – o campeão foi o Ajax. Mesmo assim, o Baixinho foi artilheiro do Holandesão e da Liga dos Campeões, o que rendeu a ele uma média de 1,19 gols por jogo.

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Copa America de 89

O Brasil não conquistava uma Copa América há exatos 40 anos. Nesse período, até mesmo Peru, Equador e Bolívia, seleções com pouca tradição no futebol, levantaram o caneco. Romário fez parte do grupo que colocou fim ao nosso jejum e marcou três gols, incluindo o da grande final contra a Celeste.

Copa do Mundo de 90

Apesar da lesão ter acontecido três meses antes do mundial, Romário conseguiu estar em condições de jogo para integrar o grupo que foi à Itália em busca do tetra. Mas infelizmente, foi pouco aproveitado e o sonho da 4ª taça foi ceifado pela Argentina de Maradona e Caniggia.

PSV

Até o fim da temporada 92/93, Romário continuou deitando e rolando com a camisa do PSV e conquistou mais quatro títulos, além de ter sido artilheiro em mais uma edição do Campeonato Holandês. Ao todo, foram 145 partidas, 129 gols e seis títulos vestindo a camisa do alvirrubro da Holanda.

Barcelona

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O lendário Johan Cruijff era o comandante do Barcelona e foi o responsável pela contratação de Romário pelos blaugranas. Em terras espanholas, o brasileiro também arrebentou a boca do balão e chegou logo conquistando a La Liga de 93/94.

Em 94/95, foram poucas as partidas disputadas pelo Barcelona, porque não era segredo que Romário tinha vontade de voltar a jogar no Brasil. Mesmo com uma passagem curta, suas jogadas espetaculares com o manto catalão foram suficientes para que ele fosse considerado um dos grandes jogadores que já passaram pelo Camp Nou.

Copa de 94

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A estrela de Romário brilhou antes mesmo da Copa começar. Em 92, ele se desentendeu com Parreira, técnico da Seleção Brasileira e este começou a deixar o atacante de fora das convocações. Mas no fim da eliminatórias, o Brasil corria sérios riscos de não classificar e Parreira se viu obrigado a convocar o Baixinho. Na partida decisiva contra o Uruguai, Romário marcou os dois gols que deram a classificação ao Brasil e fez um Maracanã lotado vibrar de alegria.

Romário chegou como sendo o principal jogador e deu até entrevista falando que assumiria a culpa se a seleção decepcionasse. Para o bem dele e para a nossa felicidade, deu tudo certo e, junto com Bebeto, Romário formou uma dupla de ataque com uma sintonia absurda e que deu muita dor de cabeça para as defesas adversárias.

Em todos os momentos decisivos, o Baixinho não se escondeu; chamou o jogo para si e tratou de resolver a situação. Com 5 gols, muitas chances criadas e incontáveis dribles, foi o artilheiro da competição e não desapontou a torcida brasileira. Aqui no blog, já contamos os detalhes desse título emocionante.

Depois de várias temporadas de sucesso e de uma Copa do Mundo conquistada como principal estrela, Romário foi coroado com o prêmio de melhor jogador do mundo.

Flamengo

Depois de seis anos longe do Brasil, o rubro negro conseguiu trazer o Baixinho de volta para as terra tupiniquins em 95. Pelo Flamengo, ele conquistou a Copa Ouro e o Carioca de 96 até ser emprestado ao Valência.

Mas se a última passagem pela Espanha tinha sido brilhante, essa foi bem diferente. O jogador brasileiro se desentendeu com o técnico do time espanhol e praticamente não foi aproveitado, o que fez com que ele voltasse para o Flamengo ainda no ano de 96.

Em 97, começou bem a temporada conquistando a artilharia do estadual e do torneio Rio-São Paulo. Novamente, foi emprestado ao Valeência no meio da temporada e, jogando pela Seleção Brasileira, levou sua segunda Copa América e sua primeira Copa das Confederações. Contudo, mais uma vez, Romário sofreu com problemas de adaptação em solo espanhol e antes que o ano de 97 terminasse, já estava de volta ao Flamengo novamente.

Copa de 98

Romário sofreu uma lesão leve poucos dias antes da convocação para o Mundial da França. Mesmo sabendo que ele estaria disponível a partir do segundo jogo da fase de grupos, o velho lobo Zagallo decidiu por não incluir o baixinho no grupo. Seleção esta que, infelizmente, viria assistir a um show de Zinedini Zidane na grande final.

Flamengo

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Apesar de não ter jogado a Copa da França e de não ter conquistado nenhum título, o ano de 98 foi produtivo para Romário, já que ele marcou 35 gols em 40 partidas.

Em 99 ele levantou a taça do Carioca, foi artilheiro do campeonato e marcou um dos gols mais icônicos de sua carreira: aquele em que ele passa por Amaral com um drible da vaca e finaliza de cavadinha. Mas a indisciplina colocou um fim na sua história com o Flamengo: o seu contrato foi rescindido depois de uma noitada em uma boate um dia antes da semifinal da Copa Mercosul.

Vasco

De volta ao clube que o relevou, Romário não teve grandes feitos no primeiro ano e acabou marcado por causa de uma briga com o atacante Edmundo, que já estava no cruzmaltino há mais tempo.

Entretanto, no ano seguinte (2000), Romário jogou o impossível e conseguiu 65 gols em 71 jogos. Essa marca fez dele artilheiro do Carioca, do Brasileiro, do polêmico Mundial de Clubes, da Taça Rio-São Paulo e da Copa Mercosul, que o vasco se sagrou campeão.

Depois de mais uma passagem bem sucedida pelo Vasco (131 gols em 135 jogos), o atacante não renovou seu contrato e assinou com o outro grande do Rio: o tricolor das laranjeiras.

Fluminense

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2002, seu primeiro ano no Flu, foi muito bom, apesar de uma polêmica briga com seu colega de clube Andrey, no meio de uma partida oficial. Com seus 42 gols em 51 partidas, Romário despertou a atenção do Al-Sadd (Qatar) e aceitou uma proposta milionária, mas acabou retornando ao Fluminense pouco tempo depois, porque fez apenas três jogos em razão de lesões e falta de adaptação.

No retorno ao Rio de Janeiro, em 2003, Romário encontrou o Fluminense em péssima fase e brigando para não cair no Brasileiro. Foi então que, em um momento de descontrole, o jogador agrediu um torcedor dentro das dependência do clube e aumentou sua, já nem tão curta, lista de polêmicas.

Em 2004, após episódios de indisciplina e depois de afrontar o técnico Emerson Gama publicamente, seu contrato não foi renovado e sua aposentadoria foi especulada. Entretanto, Romário já havia passado da marca dos 900 gols e estava determinado a chegar ao gol de número mil.

Copa de 2002

Em 2001, Romário pediu dispensa da Copa América por causa de um tratamento no olho que iria fazer, mas Felipão acabou irritado quando o jogador, depois da dispensa, decidiu seguir com o Vasco para amistosos. Ao fim da temporada, ele tinha marcado 40 gols em 39 jogos e mostrava que tinha potencial para ir à copa do Japão e da Coreia.

Em 2002, Romário, fez 26 gols no primeiro semestre mas, por causa do episódio da Copa América, Felipão decidiu bancar a convocação de Ronaldo, ainda contestado por conta das lesões, e o resultado da Copa do Mundo de 2002 a gente sabe bem qual foi.

Vasco: um bom filho, à casa torna

Em 2005, Romário retornou ao Vasco e, mesmo com 39 anos e uma equipe bastante limitada, teve uma temporada exemplar que lhe rendeu a artilharia do campeonato Brasileiro daquele ano. Assim, estabeleceu o recorde de jogador mais velho a ser o melhor marcador de uma mesma edição do Brasileirão na era dos pontos corridos.

Miami e Adelaide

Em 2006, depois de sair do Vasco, Romário já estava com 40 anos e passou por duas ligas alternativas. Primeiramente, foi defender o Miami, dos EUA, onde até teve uma atuação razoável ao conseguir anotar 19 gols em 26 gols. Mas pelo Adelaide da Australia, o baixinho fez apenas quatro partidas e marcou só um gol.

Vasco

Ainda contrariando as especulações de que se aposentaria, Romário veio para a sua 4ª passagem pelo Vasco em 2007 e, dessa vez, chegou a ser treinador e técnico ao mesmo tempo. E, aqui, a empreitada do gol mil chegou ao fim!

Em um jogo contra o Sport, o baixinho venceu o goleiro Magrão em uma cobrança de pênalti e marcou o seu milésimo gol – de acordo com as contas do próprio jogador. Até que, em 2008, finalmente, ele anunciou sua aposentadoria aos 42 anos.

América – RJ

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Em 2009, Romário surpreendeu a todos quando anunciou que defenderia as cores do América-RJ para cumprir a promessa, feita ao se pai antes que ele falecesse, de aposentar no clube. Inicialmente o ex-atacante atuou apenas como dirigente, mas entrou em campo na final da segunda divisão do Campeonato Carioca e viu o time conseguir o título e o retorno à elite do estadual.

Assim, depois dessa única partida oficial com as camisa alvirrubra do América, Romário, enfim, colocou um ponto final na sua vitoriosa carreira de jogador.

Para você, qual o episódio mais marcante da carreira do Baixinho? Diga nos comentários!