O SPM 365 apresenta a vocês a história do jogador que foi eleito o atleta do século XX. Ninguém menos do que o rei Pelé.

A infância pobre

Édson Arantes do Nascimento nasceu em Três corações, Minas Gerais, no dia 23 de outubro de 1940. Filho do também jogador João Ramos do Nascimento (o Dondinho) e Celeste de Arantes, era o mais novo de dois irmãos.

Durante seu período na escola, Pelé era conhecido como Dico mas acabou ganhando o apelido Pelé pela forma que ele pronunciava o nome do seu jogador favorito, o goleiro Bilé, do Vasco da Gama.

Pelé, como muitos jogadores, enfrentou a pobreza e quando jovem na cidade de Bauru em São Paulo, ganhava algum dinheiro trabalhando em lojas de chá.
Seu pai o havia ensinado a jogar futebol, porém não havia dinheiro para comprar uma bola, então Pelé e seus amigos jogavam com uma meia recheada de jornal.

Quando jovem, passou por diversas equipes amadoras como o Sete de Setembro, Canto do Rio, São Paulinho e o Ameriquinha. Foi então que Pelé foi levado ao juniores do Bauru Atlético Clube, que na época era treinado por Waldemar de Brito. Pelé também disputou torneios de futebol de salão por uma equipe chamada Radium, ganhando a primeira competição de futsal de Bauru.

Os primeiros anos no Santos

Em 1956, Waldemar de  Brito convidou Pelé para fazer um teste no Santos, para enfim jogar em um time profissional. Brito dizia a direção santista que o jovem de 15 anos seria “o maior jogador de futebol do mundo”.

Pelé já chegou mostrando a que veio, impressionou o treinador do Santos, Luis Alonso Peres, (Lula), e assinou um contrato profissional com o clube em junho de 1956. Pelé foi notícia na mídia local, era tido como uma promessa do futebol brasileiro.

Ele fez a sua estreia em 7 de setembro de 1956, com 15 anos, contra o Corinthians de Santo André e teve um bom desempenho em uma vitória de 7 a 1, marcando o primeiro gol de sua carreira profissional logo em sua estréia.

Pelé era um fenômeno e em 1957 foi colocado como titular e, com 16 anos de idade, tornou-se o artilheiro da liga. Dez meses após assinar profissionalmente, o adolescente foi convocado para a seleção brasileira.

Logo em 58, Pelé se consagrou campeão Paulista com o Santos sendo o artilheiro da competição com incríveis 58 gols, um recorde jamais batido. Já em 1959 o Santos se consagraria campeão do torneio Rio-São Paulo pela primeira vez, vencendo o Vasco da Gama por 3×0.

O clube acabou vencendo a Taça Brasil naquele mesmo ano. Ao vencer o Bahia na final, Pelé terminou como artilheiro do torneio com 9 gols. A vitória permitiu que o Santos participasse da Copa Libertadores da América pela primeira vez, a maior competição de clubes das Américas.

O ápice da equipe santista começou no ano de 1962. A equipe caiu em um duro grupo na Libertadores ao lado de Cerro Porteño, Deportivo Municipal Bolívia. Venceu todos os jogos de seu grupo, com exceção de um (um empate em 1 x 1 fora de casa contra o Cerro). O Santos derrotou o Universidad Católica na semifinal e enfrentou o campeão de 1961, o Peñarol, na final. Pelé marcou dois gols na partida do playoff para garantir o primeiro título de um clube Brasileiro. O jogador terminou como o segundo melhor marcador da competição, com quatro gols.

Ainda em 1962 o Santos defenderia seu título da Taça Brasil e com 37 gols de Pelé o Santos se consagrou bicampeão sobre o Botafogo.

Como conquistou a Libertadores de 62 o Santos teve o direito de disputar a Copa Intercontinental contra o campeão europeu, no caso o Benfica de Eusébio. Neste que é considerado um dos melhores jogos da carreira de Pelé, o Santos ganhou por 5 x 2 com direito a um “hat-trick” do rei do futebol. O resultado foi um conquistado em Lisboa, na casa do adversário. Como campeão, o Santos se qualificou automaticamente para a fase semifinal da Copa Libertadores da América de 1963. O time iniciou a série final ao vencer, por 3 a 2, na primeira fase e derrotou o Boca Juniors por 2 a 1, na La Bombonera. De forma sublime, jamais vista em  competições oficiais, com outro gol de Pelé, o Santos se tornou a primeira equipe brasileira a conquistar a Copa Libertadores em solo argentino. Pelé terminou o torneio com 5 gols. Ele também ajudaria ao Santos a manter o título da Copa Intercontinental contra o Milan, e a Taça Brasil contra o Bahia.

O milésimo gol

Em 19 de novembro de 1969, Pelé marcou o 1000º gol em todas as competições, havia uma grande expectativa em todo o Brasil. O objetivo, popularmente apelidado de O Milésimo, ocorreu em uma partida contra o Vasco da Gama, quando ele marcou a partir de um pênalti, no Estádio do Maracanã.

New York Cosmos

Em 1974, após 19 anos jogando pelo Santos, Pelé se “aposentou”. Mesmo jogando partidas ocasionais pelo peixe, ele surpreendeu a todos e assinou contrato com o New York Cosmos, equipe que disputava a extinta North American Soccer League (dos Estados Unidos). 

Apesar de não estar na sua melhor fase, Pelé fez um relativo sucesso na terra do Tio Sam. Sua contratação e de outros craques foi um esforço de várias entidades para popularizar o futebol “soccer”, o que deu certo por um tempo, porém acabou não caindo no gosto do público geral.


A copa de 1958

Quando chegou a Suécia para a copa de 1958, Pelé sofria com uma lesão no joelho, mas por insistências de seus companheiros ele foi convocado mesmo assim. O jogador fez sua estreia apenas na terceira partida da primeira fase contra a União Soviética, onde deu assistência ao segundo gol de Vavá. Ele era o jogador mais jovem do torneio e, na época, o mais jovem a jogar uma Copa. Na partida contra a França na semifinal, Pelé mostrou todo seu brilhantismo ao marcar um hat-trick, tornando-se o mais jovem da história da Copa do Mundo a fazê-lo.

Enfim o Brasil chegou a final em 29 de junho de 1958, e Pelé se tornou o jogador mais jovem a disputar a final da Copa do Mundo aos 17 anos e 249 dias. Ele marcou dois gols (sendo um deles um golaço) quando o Brasil venceu a Suécia por 5 a 2 em Estocolmo. Ao final da partida, tomado por emoção, Pelé desmaiou em campo e foi reanimado por Garrincha. Ficou muito emocionado pela vitória e chorou enquanto estava sendo parabenizado por seus companheiros de equipe. Ele terminou o torneio com seis gols em quatro jogos disputados, empatado em segundo lugar, atrás apenas de Just Fontaine, e foi eleito o melhor jogador jovem do torneio.

A copa de 1962

Na Copa do Mundo de 1962 no Chile, Pelé já chegou com status de estrela do futebol, sendo considerado o melhor jogador do mundo. Já na primeira partida, contra o México, ele marcou os 2 gols da vitória por 2×0. Porém sua lesão voltaria a persegui-lo, o tirando da copa em uma tentativa de chute a gol de longa distância contra a Checoslováquia. Isso infelizmente o fez ser afastado do restante da competição.

Copa de 1966

Pelé era o jogador de futebol mais famoso do mundo durante a Copa de 1966 na Inglaterra, e o Brasil uniu alguns campeões mundiais como Garrincha, Gilmar e Djalma Santos além de outras estrelas como Jairzinho, Tostão e Gérson, o que gerou grandes expectativas. Entretanto, foi eliminado na primeira rodada, disputando apenas três partidas. Pelé foi duramente marcado pelos adversários, sofrendo duras faltas a ponto de se lesionar e não conseguir fazer nada para ajudar a seleção na copa. Após o jogo contra Portugal, ele prometeu que nunca mais jogaria na Copa do Mundo, decisão que mais tarde voltaria atrás.

Copa de 1970

A princípio, Pelé não queria disputar a Copa do Mundo do México em 70. Já era sabido que provavelmente poderia ser seria sua última copa, e após as eliminatórias, ele acabou aceitando fazer parte daquele fabuloso elenco.

Pelé formava um quinteto ofensivo com Gérson, Tostão, Jairzinho e Rivellino. Era um ataque extraordinário e mesmo assim manteve o protagonismo, seja na criação de jogadas ou marcando gols.

Na final contra a Itália, Pelé foi um líder em campo. Marcou o primeiro gol, além de participar da jogada dos outros gols, sendo considerado o melhor jogador do torneio.

Com a conquista do tri, Pelé foi coroado e ali escreveria seu nome na história do futebol mundial para nunca mais tirarem.

O último jogo de Pelé com a Seleção foi em 18 de julho de 1971 contra a Iugoslávia, no Rio de Janeiro. Em campo, a equipe brasileira conseguiu 67 vitórias, 14 empates e 11 derrotas. O Brasil nunca perdeu uma partida com Pelé e Garrincha em jogo.

Pelé terminou sua carreira com: 1366 jogos oficiais, 1283 gols. Média de 0,94 por jogo.

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