O futebol une as pessoas, mesmo em momentos onde isso não parecia possível. Confira um milagre de Natal que aconteceu em 1914, em plena Primeira Guerra Mundial.

A Primeira Guerra Mundial aconteceu entre 1914 e 1918 e foi um dos eventos que mudou a história da humanidade. Foi a primeira guerra na história que possuía armamentos pesados, bem como a utilização de terra, água e ar para combate.

Contudo, e meio ao caos e conflito ocorreu um fato bastante singular. Tropas inimigas em um gesto de solidariedade e fraternidade colocaram de lado suas armas e celebraram juntos o dia do Natal em 1914.

Acredita-se que esta trégua tenha acontecido nas imediações da cidade de Yprès, na Bélgica. A guerra já se encontrava na fase de trincheiras, ou seja, os lados paravam de atacar e avançar e assumiam uma posição defensiva.

As linhas inimigas eram muito próximas uma das outras e o espaço entre elas era conhecido como terra de ninguém, qualquer um que saísse e estivesse entre elas poderia ser facilmente alvejado.

O que ocorreu foi que naquele ano, alguns soldados no espírito festivo começaram a se mostrar descontraídos dentro de suas trincheiras. Pouco a pouco, eles começaram a andar pelo espaço entre uma trincheira e outra sem serem abordados ou mortos pelo seu inimigo e desejavam um Feliz Natal.

Imagem ilustrativa do que possivelmente ocorreu durante o período.

De um lado estavam as tropas do Império Alemão, do outro tropas britânicas, então os ambas as partes sinalizaram trégua e começaram a trocar presentes. Como as condições não permitiam que os mesmos pudessem comprar presentes, trocaram ente si alimentos, roupas, chapéus, o que estivesse a disposição.

Juntos entoaram cantos natalinos e realizaram uma partida de futebol. O esporte já era muito popular na Inglaterra, de onde a modalidade se originou. Na Alemanha não era muto diferente, o futebol já era amplamente difundido entre os cidadãos e era uma prática comum.

“Às 8:30, eu vi quatro alemães desarmados deixarem a sua trincheira e se dirigirem para a nossa. Eu mandei dois dos meus homens se encontrarem com eles, também desarmados, com ordens para que eles não ultrapassassem a metade do caminho entre as trincheiras, que distavam então de 350 a 400 jardas nesse ponto. Eram três soldados rasos e um padioleiro e o porta-voz deles disse que queria desejar a nós um Feliz Natal e esperava que nós, tacitamente, mantivéssemos uma trégua. Ele disse que havia morado em Suffolk, onde tinha uma namorada e uma bicicleta a motor.”  –
THEODORO, Reinaldo V. A Trégua de Natal.

O relato acima foi escrito pelo Capitão Sir Edward Husle, do exército real britânico, a surpresa do mesmo mostra o caráter inusitado desse acontecimento histórico.

Os alemães venceram pelo placar de 3×2 e o episódio se espalhou pela Europa. Ao mesmo tempo que encantou alguns, trouxe desgosto para os militares que, no ano seguinte, tomaram medidas para que o fato não se repetisse, inclusive intensificando os bombardeios as vésperas do Natal.

Apesar da boa intenção da trégua, a guerra foi retomada e os homens que participaram foram duramente punidos pelos seus superiores devido a confraternização com o inimigo.

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