Confira as equipes que mais levantaram a taça do nosso principal campeonato de clubes!

O Campeonato Brasileiro é a competição que mais mexe com os nossos corações. É o campeonato mais longo da temporada e que geralmente acontece aos fins de semana. Quem nunca passou o domingo com a família e foi assistir o jogo às 16h enquanto tirava onda com o parente que torce pro rival, não é mesmo? Isso é quase uma tradição no nosso país.

Mas essa história começou há muito tempo atrás, lá em 1922, quando surgiu o maior projeto da Confederação Brasileira de Desportos (a atual CBF): o Campeonato Brasileiro de Futebol.

Campeonato Brasileiro de Futebol (1922-1962)

Seleção Paulista no Campeonato de 1959

Hoje praticamente esquecido e pouco falado, esse campeonato durou 40 anos – com uma frequência irregular em alguns períodos – e reuniu grandes nomes do esporte brasileiro. Era uma competição mata-mata entre as seleções de cada estado para definir qual deles tinha o melhor futebol da nação.

Mas os jogadores defendiam as seleções dos estados onde jogavam, não do estado em que nasceram. Além disso, o olhar para este torneio permite ver algumas particularidades geográficas da epoca: o Distrito Federal, à época, era a cidade do Rio de Janeiro (Brasília foi fundada somente em 1960) e o mapa Brasileiro ainda tinha os estados de Guaporé (hoje Rondônia) e Rio Branco (hoje onde é o Acre).

Nessa época, os campeões foram: Distrito Federal/Rio de Janeiro (15 títulos), São Paulo (13 títulos), Minas Gerais e Bahia (um título cada). Mas como eram seleções estaduais, os títulos aqui não contam para o ranking dos clubes.

Taça Brasil – 1959-1968

Elenco do Cruzeiro campeão da Taça Brasil de 1966

Essa competição surgiu com o objetivo de definir o melhor clube do país, título nunca concedido antes e definir quais clubes representariam o Brasil na recém-criada Taça Libertadores da América. Entre 59 a 66, o torneio foi disputado todo em formato de mata-mata, mas nas temporadas de 67 e 68 foi adotado um formato misto por causa de dificuldades logísticas.

Os clubes elegíveis para disputar a Taça Brasil eram os campeões estaduais. Entretanto, em algumas edições (61, 64, 65 e 66) São Paulo contou com dois representantes, o mesmo que aconteceu com Minas Gerais em 1967.

Campeões: Santos (cinco títulos), Palmeiras (dois), Bahia, Cruzeiro e Botafogo (um cada)

Taça Roberto Gomes Pedrosa – 1967-1970

Palmeiras na Taça de Prata de 1969

Também conhecida carinhosamente como Robertão, essa Taça durou apenas 4 temporadas no futebol brasileiro. Mas, na verdade, este nome, em homenagem a um ex-goleiro que defendeu Botafogo e São Paulo, só foi usado oficialmente na temporada de 1967. Isso porque entre 1968 e 1970, a CBD optou por usar o nome de Taça de Prata.

A partir de 1967, esses foram os campeões: Palmeiras, Santos, Palmeiras novamente e Fluminense (com o Palmeiras de vice).

Campeonato Nacional de Clubes – 1971-1979

Equipe do Galo campeã em 1971

Aproveitando o sucesso do Robertão, a CDB transformou esta taça no novo campeonato de clubes de nível nacional. Com um formato de fase de grupos em todas as fases, o primeiro campeão foi o Galo Mineiro, que deixou para trás outros 19 times que estavam na disputa: a primeira fase tinha dois grupos de dez, a segunda fase tinha três grupos de quatro time e a última fase era um triangular.

Sem grandes mudanças, o Campeonato Nacional de Clubes foi substituído pela Copa Brasil, um projeto do governo da ditadura militar para inflar o principal campeonato do país e potencializar o futebol em regiões economicamente mais fracas. Os estaduais passaram a ser torneios classificatórios, embora muitas equipes grandes tenham sido convidadas para a Copa Brasil em anos de campanhas ruins em seus respectivos campeonatos estaduais.

Campeões: Atlético-MG, Palmeiras, Vasco, Internacional, São Paulo e Guarani.

A era CBF – 1980-2001

A CBF foi a primeira instituição dedicada exlusivamente à organização do futebol profissional brasileiro. Com o fim da CBD, ela reformulou o campeonato nacional e organizou a Taça de Ouro, com duas divisões.

Mas a alcinha de década perdida também se aplica aos anos 80 do futebol brasileiro. A CBF não conseguiu se manter saudável financeiramente e em 87, logo antes do campeonato começar, informou que não teria condições de organizá-lo. Aí, então, aconteceu a polêmica edição em que tanto Flamengo quanto Sport se sagraram campeões por conta da existência do Módulo Verde (Copa União) e do Módulo Amarelo.

Em 88, a CBF reduziu bruscamente o número de times que participava da Copa União, o que desagradou muitos times. Então, para evitar que as equipes excluídas tivessem grandes prejuízos pela falta de calendário, a CBF decidiu criar a Copa do Brasil, uma competição secundária com a participação das equipes de todos os estados brasileiros. Além disso, a Copa União de 89 foi o primeiro campeonato a contar também com um sistema de rebaixamento exclusivamente por critérios técnicos.

Em 2000, a CBF foi impedida judicialmente de organizar o Campeonato Brasileiro. Isso porque em 99, Sandro Hiroshi, que defendia o São Paulo, atuou irregular. Como consequência, os times que enfrentaram o São Paulo em partidas que Hiroshi entrou em campo entraram na justiça reivindicando anulação do resultado. Assim, o Botafogo se safou do rebaixamento e o Gama passou a ser o time rebaixado.

A equipe alviverde acionou a CBF na justiça porque não concordava com seu descenso para a Serie B e, por causa disso, a CBF não teve opção a não ser repassar ao Clube dos 13 a responsabilidade pela organização do campeonato de 2000. Entretanto, a edição, denominada João Havelange em homenagem ao ex-presidente da CBF, acabou entrando para a história por contar com 116 clubes participantes – em virtude da impossibilidade de aplicação dos critérios de ascensão e rebaixamento do ano anterior.

Era atual – 2003 em diante

Cruzeiro campeão de 2003: recordes, elenco e tudo sobre o título do  Brasileirão | Goal.com
Alex, o principal nome do Cruzeiro que dominou o Brasil em 2003

A partir de 2003, a CBF tentou tratar o campeonato com mais profissionalismo e implementou o formato de pontos corridos. Desde então, não ocorreram mais todas as mudanças de regras malucas e imprevisíveis que eram tão comuns na principal competição do futebol nacional. Mas isso não livrou o campeonato de escândalos, como a máfia do apito em 2005 e o caso Héverton.

A única mudança ocorrida foi de 2005 para 2006, quando foi reduzido o número de participantes de 24 para 20 times, mas com manutenção do formato de pontos corridos em turno e returno.

Desde então, foram campeões: Corinthians (quatro títulos); São Paulo e Cruzeiro (três títulos cada); Flamengo e Fluminense (dois títulos casa); Santos e Palmeiras (um título).

Os maiores campeões até hoje

Palmeiras de 2018 comemorando o décimo título Brasileiro

Palmeiras: 10

Santos: 8

Corinthians e Flamengo: 7

São Paulo: 6

Cruzeiro, Fluminense e Vasco: 4

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