Após a sexta rodada de jogos, agora os dois melhores de cada grupo avançam às oitavas de final. Entre os Brasileiros, São Paulo é o único de fora.

Ganhou, mas não levou

O São Paulo fechou o a sua participação na Libertadores com uma impiedosa goleada sobre o Deportivo Binacional, do Peru. Brenner, Vitor Bueno, Arboleda e Pablo (duas vezes), anotaram os tentos tricolores, enquanto Jean Deza descontou para os visitantes.

O Binacional fez uma campanha péssima na competição e foi o saco de pancadas do grupo. Antes do jogo contra o tricolor paulista, o time peruano somava três pontos de 15 possíveis e dois gols marcados contra 20 sofridos.

Então, a vitória do São Paulo era praticamente uma obrigação, já que se perdesse o jogo, ficaria em último lugar no grupo e não conseguiria a vaga na Sul-Americana, dada aos terceiros colocados da fase de grupos da Liberta.

Mas, apesar da vitória, que foi incontestável, a eliminação na fase de grupos é um capítulo marcante na história do tricolor. Desde os seus três títulos da competição, isso nunca tinha acontecido – o São Paulo caiu na fase de grupos em 1978, 1982 e 1987, enquanto os títulos foram em 1992, 1993 e 2005.

Verdão em 1º geral

O Palmeiras foi o melhor time da primeira fase. Mesmo com os resultados inconsistentes no Brasileiro que levaram à demissão de Luxemburgo do time, o alviverde goleou o Tigre por 5×0 e terá o direito de decidir todas as disputas do mata-mata em casa.

Raphael Veiga, Gustavo Gómez, Rafael Vivian, Gabriel Veron e Rony foram os marcadores do time. Ao todo, o Palmeiras somou 16 de 18 pontos possíveis (cinco vitória e uma derrota) e marcou 17 gols (média de quase três por jogo). Ainda, teve a melhor defesa, já que foi vazado em apenas duas oportunidades.

Santos não ficou para trás

O Peixe também conquistou os mesmo 16 pontos do Palmeiras, mas ficou em segundo geral por causa do saldo de gols. Marinho e companhia foram efetivos, mas não tanto quanto o ataque do rival paulista: o Santos fez 10 gols (média menor que dois por jogo) e também levou mais gols (cinco ao todo), o que levou a um saldo de 5 gols (contra 15 do Palmeiras)

De toda forma, o clube provavelmente decidirá todos os mata-matas em casa, a não ser que enfrente o Palmeiras. Se isso acontecer, que pelo menos seja mais para frente – nem a Libertadores nem nós, apreciadores do esporte, merecemos um clássico desse logo nas oitavas de final.

Grupo da morte

O Grupo C (Jorge Wilstermann, Athletico Paranaense, Peñarol e Colo Colo) não era nem de longe o mais badalado da Libertadores, mas foi nele em que os times mais tiveram que trabalhar para buscar a vaga nas oitavas.

O Jorge Wilstermann ficou na liderança com 10 pontos (3V/1E/2D) e apenas três gols de saldo (8GP/5GC). O Athlético, segundo colocado, fechou a sexta rodada com os mesmos 10 pontos, mas com um gol menos de saldo (8GP/6GC), que foi sofrido aos 81′ da última rodada, quando perdeu para o Peñarol (URU) por 3×2. Os uruguaios, terceiros no grupo, chegaram a nove pontos com a vitória sobre o time paranaense e deixaram para trás o Colo Colo, com seis.

Ou seja, apenas quatro pontos separaram o primeiro de último do grupo. E nenhum time marcou ou sofreu 10 gols nas seis partidas que disputou. Isso sim é equilíbrio!

A classificação geral, depois das seis rodadas, ficou assim:

Quem você acha que vai ser o grande campeão dessa edição? Diga nos comentários!