Com uma seleção bastante limitada, o Brasil caiu nas oitavas para nossos hermanos, que foram derrotados pela Alemanha Ocidental na grande final.

FORMATO

A disputa seria da mesma forma que aconteceu quatro anos antes, em 86. 24 seleções classificadas seriam divididas em seis grupos e os dois melhores colocados avançariam para as oitavas de final. Para completar as 16 equipes no mata-mata, os quatro melhores terceiros colocados também se classificaria.

PRIMEIRA FASE

O Brasil caiu em um grupo bem tranquilo, que tinha Costa Rica, Suécia e Escócia. A Seleção Canarinho passou incólume pela fase de grupos, mas sequer chegou perto de sobrar em campo como tinha acontecido em outros momentos. Os placares de 2×1 e 1×0 (duas vezes) diante de seleções que não estavam entre as favoritas ao título foram um indicativo de que o caminho seria difícil.

E, de um modo geral, nos outros grupos não foi diferente. A Copa do Mundo de 90 ficou marcada por um futebol defensivo demais e pouco criativo. O destaque negativo ficou para o Grupo F que teve apenas 7 gols marcados e cinco dos seis jogos terminaram empatados, o que levou a um sorteio para definir um dos classificados. Com Holanda e Inglaterra (acompanhadas de Egito e Irlanda), não era de se esperar que isso acontecesse.

BRASIL NO MATA-MATA

O destino colocou o Brasil frente a frente com a Argentina de Maradona logo nas oitavas. Com a tradicional rivalidade a mil, a Seleção Canarinho poderia ganhar bastante confiança para as próximas fases se vencesse os hermanos com autoridade. No entanto, não foi isso que aconteceu.

O desempenho do Brasil nas oitavas não foi de todo ruim. O time até conseguiu trabalhar a bola e criar bastante, tanto que perdeu cerca de 10 chances claras de gol (o que é inaceitável para um mata-mata de Copa do Mundo). Mas, como já diria a sabedoria popular, quem não faz, leva.

A 10 minutos do fim, Maradona recebeu a bola no círculo central. Driblou Alemão, saiu de um carrinho de Dunga e conseguiu atrair a marcação dos três defensores que protegiam a nossa área, o que deixou Cannigia completamente livre. O atacante argentino recebeu a bola de Maradona e não teve dificuldades para driblar o goleiro e empurrar para o gol vazio.

A GRANDE FINAL

A Alemanha Ocidental, na sua última participação antes da reunificação do país, chegou à final para enfrentar a Argentina. Com a bola rolando, as seleções mostraram um futebol compatível que o que tinha sido apresentado até aquele momento: poucas jogadas brilhantes e uma grande preocupação defensiva.

O jogo foi equilibrado e a decisão veio a cinco minutos do apito final. Sensini fez um pênalti controverso em Völler e o capitão Matthäus era o batedor, mas tinha uma lesão no pé e deixou para Brehme. Sob as traves, estava Goycochea, um goleiro difícil de ser vencido em cobranças de pênaltis.

Destro, Brehme bateu cruzado com mais precisão do que força. Foi daqueles pênaltis que a bola acerta a bochecha da rede e, por mais que o goleiro se esforce, é impossível defender. Alemanha tricampeã.