Realizada na Espanha, a Copa de 1982 foi a 12ª edição do campeonato e foi a primeira a contar com 24 seleções

O formato

A Europa teve 13 vagas (mais uma com a Espanha, sede da competição), a América do Sul, três (mais a Argentina, então campeã) a África e Concacaf, duas cada, e Ásia e Oceania dividiram duas outras vagas.

Dezessete estádios, em 14 diferentes cidades, receberam jogos e fizeram com que a Copa se espalhasse por todos os cantos da Espanha. O Camp Nou, do Barcelona, foi o que sediou mais partidas: cinco. Além dele também foram utilizados:

  • Santigo Bernabéu – Madri
  • Ramón Sánchez – Sevilha
  • Vicente Calderón – Madri
  • Balaídos – Vigo
  • Benito Villamarín – Sevilha
  • Uevo – Elche
  • Luís Casanova – Valência
  • San Mamés – Bilbao
  • El Molinón – Gijón
  • Sarriá – Barcelona
  • La Romareda – Zaragoza
  • José Rico Pérez – Alicante
  • La Rosaleda – Málaga
  • Riazor – La Coruña
  • José Zorrilla – Valladolid
  • Carlos Tariere – Oviedo

As 24 Seleções participantes foram distribuídas em seis grupos com quatro equipes cada, diferente da última Copa em 1978, que participaram 16. Na primeira fase, as duas melhores seleções de cada grupo avançavam para a próxima etapa. Diferente do que acontece atualmente, a fase seguinte também funcionava por grupos.

Então, as 12 seleções restantes foram distribuídas por quatro grupos de três equipes. Os campeões de cada chave avançaram à semifinal.

A campeã

A Itália fez o de sempre em títulos: começou discreta, passou raspando de fase, foi crescendo e acabou campeã. Na primeira fase passou apuros: foram três empates em três jogos: 0 a 0 contra a Polônia, na estreia, 1 a 1 contra o Peru e 1 a 1 contra a boa seleção de Camarões, o time se classificou apenas no quesito gols marcados.

Na segunda fase, caiu em um triangular dificílimo, com Argentina (campeã da Copa de 1978) e Brasil. Venceu os dois jogos (2 a 1 e 3 a 2, respectivamente). Na primeira partida, contra a Argentina, a Itália mostrou um futebol totalmente diferente da primeira fase: mais aguerrido, mais técnico, mais eficiente, sem erros.

No jogo seguinte, o Brasil eliminou a Argentina ao vencer por 3 a 1. A decisão pela vaga nas semifinais seria entre brasileiros e italianos. O sublime Brasil, de Zico, Falcão, Sócrates, Éder, Leandro, Júnior, Serginho e Toninho Cerezo, mas apesar de ser ofensivo e brilhante, não tinha eficiência na zaga, por isso em uma partida apertada, quem levou a melhor foi a Itália, 3×2.

Com o entusiasmo lá em cima, a Itália partiu com tudo rumo à final. Nas semis, a equipe reencontrou a Polônia, adversário da primeira fase. Dessa vez, o jogo não foi monótono como outrora e Paolo Rossi confirmou sua estrela ao marcar mais dois gols, os dois da vitória italiana. 

A final da Copa aconteceu no Estádio Santiago Bernabéu, em Madri, mas o que era para ser um clássico virou um passeio italiano. A Azzurra passeou em campo, embalada pelas vitórias sobre Argentina e Brasil, e não tomou conhecimento da Alemanha.

O 1º tempo terminou em 0 x 0, no 2º tempo porém, a seleção italiana abriu 3 x 0, sendo o primeiro gol do carrasco Paolo Rossi, que assim se tornava o artilheiro do torneio, com 6 gols. A Alemanha ainda descontou, mas já era tarde para a reação do time germânico.

A Itália era mesmo a campeã, consagrada em cima da Argentina (campeã do mundo), do Brasil (favorito ao título) e da Alemanha (sua maior rival).

Trajetória da Seleção Brasileira

A expectativa em torno do tetra aumentou depois que a Seleção prosseguiu marcando muitos gols em amistosos antes da Copa do Mundo de 1982. E se os números já seriam suficientes para entusiasmar os torcedores, é sempre importante destacar que a Seleção de Telê abrigava pelo menos seis craques de primeira linha: Leandro, Júnior, Toninho Cerezo, Falcão, Sócrates e Zico.

O Brasil estreou com triunfo de 2 x 1 sobre a URSS e seguiu jogando com classe nas vitórias de 4 x 1 sobre a Escócia e 4 x 0 sobre a Nova Zelândia. Passado a fase de grupo, encontrou a rival Argentina e triunfou por 3 x 1.

Após a vitória sobre os argentinos, na realidade, o excesso de confiança contagiou a todos e, apesar de ser uma equipe excelente em termos técnicos, não esperavam a reação da Itália.

Pablito abriu o placar com um chute indefensável, Sócrates igualou tudo para o Brasil. Rossi fez 2 x 1 em uma bobeada coletiva da defesa, mas Falcão estabeleceu um novo empate.

Jogo empatado, minutos finais, depois de um bate rebate dentro da área Rossi mais uma vez fez 3 x 1 decretando a inesperada derrota brasileira. Restou o consolo de que o Brasil havia apresentado o melhor futebol da Copa.

Qual seleção foi a surpresa dessa Copa? Aproveite e escale seu time!

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