Depois do sucesso de 1958, o Brasil repetiu a formula e conseguiu o bicampeonato mundial.

Nesta oportunidade, a Copa foi realizada no Chile com um número recorde de inscrições. No total, cinquenta e seis países se inscreveram para disputar as 14 vagas da competição. O Brasil, como se havia se sagrado campeão em 1958 e o Chile, país anfitrião já estavam automaticamente classificados.

Fase de grupos

No sorteio o Brasil ficou no grupo 3, com México, Espanha e Tchecoslováquia. A primeira partida da seleção canarinho foi contra o México e a nossa seleção, em uma boa atuação, venceu por 2×0, com gols de Zagalo e Pelé.

Em seguida, o adversário era a Tchecoslováquia, um time muito forte. A nossa seleção não conseguiu passar pelos tchecos e o resultado final foi um empate por 0x0.

O último desafio da fase de grupos era a Espanha. Precisávamos apenas de um empate para garantir a classificação para a fase seguinte, mas o problema é que tínhamos perdido Pelé, pois três dias antes, na partida contra a Tchecoslováquia, o jogador se lesionou e ficou fora da Copa. Amarildo foi o escolhido para substituir o astro.

Em uma partida muita apertada, com lances polêmicos, o Brasil conseguiu vencer a Espanha por 2×1 e garantiu a classificação para a fase de mata-mata.

Seleção Brasileira de 1962

Fases de mata-mata

A Inglaterra foi o primeiro adversário na fase eliminatória da competição, ainda com o desfalque de Pelé. Em um jogo muito difícil e disputado, que terminou o primeiro tempo empatado em 1 a 1, Garrincha fez a diferença para conduzir o time a vitória e à classificação.

Nas semifinais, o desafio do Brasil foi grande: os donos da casa. Nunca o Chile havia chegado à semifinal de uma Copa e a empolgação dos chilenos era gigante. Com 76 mil torcedores, o estádio Nacional em Santiago era um caldeirão naquele 13 de junho. Mas Garricha precisou de apenas nove minutos para reduzir a animação dos torcedores locais.

Com um chute de canhota da entrada da área, o jogador abriu o placar e garantiu o primeiro tento do Brasil. Aos 32′, Garrincha repetiu a dose e garantiu mais um, deixando o placar em 2×0. Os donos da casa conseguiram reduzir a vantagem para 2×1 com Jorge Toro.

Vavá, com seu faro de artilheiro, garantiu mais dois, e o Chile descontou com um pênalti convertido por Leonel Sanchez. O placar final foi de 4×2 e o Brasil estava na final, mas o que preocupava eram os desfalques: Pelé estava lesionado e Garrincha havia sido expulso.

O Brasil ficaria sem o seu principal jogador na decisão contra a Tchecoslováquia? Pelo regulamento, sim, pois Garrincha deveria cumprir um jogo de suspensão. Mas os dirigentes brasileiros atuaram nos bastidores e alegaram que o árbitro não tinha relatado a agressão na súmula do jogo. O bandeirinha uruguaio, Esteban Marino, que atuou na partida, voltou rapidamente para o seu país-natal e isso gerou suspeitas de que teria recebido algum “incentivo” da CBD para deixar o Chile.

Final

A Tchecoslováquia saiu na frente aos 15 minutos com Masopust. Dois minutos depois, o Brasil mostrou a sua força: Amarildo empatou. Na segunda etapa, Zito virou para a Seleção de cabeça e, em seguida, Vavá fechou o placar. Com a vitória de 3 a 1, o Brasil conquistava o bicampeonato mundial.

Garrincha

Com a contusão de Pelé, descobriu-se um outro Garrincha, que parou de brincar, ficou sério e compenetrado na conquista da Seleção, que em boa parte dependeu da sua atuação. Mané jogou a Copa do Chile com a camisa 7, número que imortalizou.

Sempre que pegava na bola, atraía a atenção de pelo menos três adversários. Assim, Amarildo, Zito e Vavá, tiveram espaço necessário para marcar os gols que deram o título ao Brasil. As atuações sensacionais de Garrincha não deixaram que o Brasil sentisse falta do rei Pelé.