Com boas chances para os dois lados, venceu a equipe com o melhor jogo coletivo e com mais regularidade ao longo do campeonato

As expectativas eram as maiores possíveis para o grande duelo entre Bayern de Munique e PSG. Se de um lado a equipe alemã vinha de uma temporada excelente e contava com Lewandowski em voando baixo, do outro lado tínhamos Neymar, Mbappe e Di Maria, que mostraram no mata-mata da Champions como suas individualidades poderiam desequilibrar os adversários. E aqui no Brasil, especificamente, uma campanha de apoio ao Neymar tomou conta das redes sociais com a hashtag #NeyDay.

Os times entraram em campo sem grande surpresas no 11 inicial. A única alteração foi pelo lado do Bayern: Perisic saiu e deu lugar ao meia atacante Coman (que, apesar do constante revezamento com o colega croata, era o titular). E, por ironia do destino, foi justamente Coman o autor do único gol do jogo.

O primeiro tempo foi bastante movimentado com as equipes saindo em busca de tirar o 0x0 do marcador. O Bayern começou com sua marcação alta enquanto o PSG escolheu marcar um pouco à frente do meio do campo. O reflexo disso foi o time alemão ter passado mais tempo com a bola (62%) nos 45 iniciais. Entretanto, isso não significou inferioridade do time francês, que conseguiu explorar bem os espaços pelas laterais e criar uma grande chance com Neymar.

Na sequência, o Bayern também poderia ter aberto o placar quando Lewandowski recebeu dentro da área e girou chutando. Ele não acertou em cheio a bola, mas o chute foi certo o suficiente para sair do alcance de Keilor Navas, que viu a bola beijar a trave e ser afastada pela zaga em seguida.

Poucos minutos depois, Mbappe desperdiçou a maior chance do jogo. Recebeu um passe de Di Maria dentro da área e finalizou sem nenhum marcador para pressioná-lo. O francês estava mais perto do gol do que a marca do pênalti e ainda poderia ter passado para Neymar, mas optou pela finalização e praticamente recuou a bola para o goleiro Neuer.

Na segunda etapa, o jogo esquentou por causa de algumas entradas mais fortes em Neymar. O PSG não conseguia atacar com a mesma qualidade e o Bayern abriu o placar aos 58′. O lateral Kehrer falhou na marcação e o cruzamento de Kimmich encontrou Coman sozinho, que testou para dentro da meta de Navas.

A ironia do gol de Coman não está no fato dele ter recuperado a titularidade justamente na final, mas sim na sua trajetória: formado nas categorias de base do PSG, o meia atacante não foi aproveitado no time profissional e saiu de graça para a Juventus. O PSG, com suas contratações caríssimas, acaba por não valorizar as pratas da casa. Entretanto, essa escolha significa ver suas joias brilharem usando outros mantos.

Depois disso, o PSG parece ter sentido o nervosismo e Neymar foi muito bem anulado pela defesa alemã. E, mesmo quando o clube francês conseguia chegar com perigo, tinha um paredão intransponível chamado Neuer.

Infelizmente, não foi dessa vez que o melhor jogador brasileiro da atualidade saiu de campo vitorioso, mas o projeto bilionário do PSG finalmente deu algum resultado e para o ano que vem o time virá com bastante gana para vencer a Champions.

Para você, quem foi o grande destaque dessa Champions? Conte para nós!