Fala torcedor! O SPM 365 trás para você mais uma história de um campeão nacional e desta vez é a vez do galo de Minas, que em 1971 entrou para o hall dos grandes campeões nacionais ao vencer o primeiro brasileirão. Se liga!

É verdade que muitos torneios nacionais já haviam sido realizados desde 1959, porém, a princípio se limitavam apenas a campeonatos disputados entre os campeões estaduais e de regiões específicas do Brasil, o que limitava o termo “nacional”.

Em 1971 o Brasil já era um país um pouco melhor estruturado com estradas e aeroportos (no caso de cidades grandes), o que fez o governo militar perceber a possibilidade de criar um campeonato com o intuito ufanista, da sensação da integração nacional.

Formato de disputa

O campeonato foi dividido em 3 fases. A primeira fase foi dividida em grupo A e B  entre os 20 clubes participantes, em turno único, onde primeiro se enfrentava as equipes do grupo a qual pertencia, e depois do outro grupo, onde se classificavam 12 equipes.

Na segunda fase as 12 equipes participantes eram divididas em 3 grupos com jogos de ida e volta, onde apenas o primeiro colocado se classificaria. Na terceira parte seria disputada uma triangular final, com as equipes se enfrentando em apenas um jogo.

A campanha do campeão

Para se montar um clube campeão é necessário um comandante competente, para tal, e o galo foi buscar Telê Santana no Rio de Janeiro, que além de ter sido campeão carioca e da Taça Guanabara, montou a base do clube que seria campeão brasileiro em 70 ou seja, competência, Telê, tinha de sobra.

Após um terceiro lugar em 1970, o galo apostou todas suas fichas neste campeonato e a conquista do campeonato mineiro de 70 já dava sinais que Telê estava colocando o time na linha (lembrando que a final do campeonato mineiro de 70 foi disputada no começo de 71, por isso, Telê já comandava a equipe).

O galo também contava com um elenco de ouro que por mais que não tivesse tantos nomes, brilhou e superou a concorrência dos demais para se sagrar campeão.

E o time era: Renato; Humberto Monteiro, Grapete, Vantuir e Oldair; Vanderlei Paiva e Humberto Ramos; Lôla, Ronaldo, Tião e Dadá Maravilha.
Não podemos deixar de citar nomes que também fizeram parte da campanha como: Cincunegui, Spencer, Romeu e Beto.

Na primeira fase o galo fez uma campanha regular onde ganhou 7 jogos porém empatou 9 e perdeu 3. Empatou em pontos com o líder Grêmio, mas não encantou como se esperava.

Segunda fase

Na segunda fase o sufoco não foi diferente. Em um grupo duríssimo que contava com Vasco, Santos e Internacional, o galo conseguiu se classificar em primeiro, mas empatado com o colorado, se garantindo apenas no saldo de gols.

Podemos destacar a goleada de 4×1 contra o colorado dentro da casa do Beira Rio, casa do rival Internacional. Partida essa que no final fez toda a diferença para a classificação alvinegra.

No outro grupo o Botafogo dominou e com apenas uma derrota passou em primeiro lugar, deixando adversários como Grêmio e Palmeiras para trás.

No terceiro grupo o São Paulo passou invicto, com 3 vitórias e 3 empates, deixando para trás o rival Corinthians, o América RJ e o Cruzeiro.

Fase final

Chegamos então a terceira fase, os 3 jogos que decidiriam o primeiro campeão nacional.

Se classificaram Botafogo, São Paulo e Atlético MG e devido a campanha na fase anterior, o tricolor era amplo favorito mas não teve para ninguém, o galo venceu todos os jogos.

No dia 12 de dezembro de 1971, logo no primeiro jogo, o galo venceu o São Paulo no mineirão com gol de Oldair.

O tricolor ainda na briga, venceu o Botafogo por 4×1 no Morumbi, o que forçava o Atlético MG a pelo menos empatar o jogo. Caso o Botafogo ganhasse o São Paulo seria campeão por saldo de gols.

No dia 19 de dezembro de 1971 o Atlético MG foi ao Maracanã para escrever seu nome na história. 

O jogo foi intenso e pegado, o fogão lutava pela sobrevivência, precisava ganhar de pelo menos 2 gols para forçar um jogo extra contra o São Paulo, o galo jogava pelo empate, mas mesmo assim, jogava em cima o tempo todo.

Aos 16 minutos do segundo tempo, depois de um cruzamento de Humberto Ramos, Dadá Maravilha o peito de aço, subiu no terceiro andar após cruzamento da esquerda para guardar o seu gol e o gol do título nacional.

O galo estava em festa.

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