Faltam pouco mais de 24 horas para o início da Eurocopa 2020 e hoje vamos relembrar alguns resultados inesperados desse torneio

É amanhã, meus amigos! Itália e Sérvia entrarão em campo para dar o pontapé inicial na Euro 2020, que infelizmente teve de ser adiada por causa da pandemia de covid-19. Apesar de a Turquia ter o mando de campo, a bola vai rolar às 16h00 (horário de Brasília), no estádio Olímpico, em Roma.

Para entrar no clima, venha relembrar com a gente algumas seleções que protagonizaram verdadeiras façanhas jogando a Eurocopa. Vamos por ordem cronológica:

Euro 1976: Tchecoslováquia campeã

Depois de passar pelas qualificatórias, a Tchecoslováquia eliminou, nas semifinais, nada mais nada menos que a Holanda de Johan Cruyff em um jogo que acabou 3×1. Na final, o adversário era a Alemanha Ocidental, que vinha de um título mundial em 74. É claro que os alemães tinham todo o favoritismo, mas a Tchecoslováquia surpreendeu e estava vencendo até os 89′, quando Hölzenbein marcou o segundo dos alemães e empatou o jogo.

Nos pênaltis, Panenka foi o jogador responsável pela última cobrança da Tchecoslováquia e ele inovou. Foi o primeiro jogador a cobrar um pênalti com a famosa cavadinha, que garantiu a vitória sobre a poderosa Alemanha Ocidental. Veja no vídeo em 05:33:

Euro 1988: Irlanda 1×0 Inglaterra

Que a Irlanda não tem tradição no futebol não é segredo pra ninguém. Mas em 1988, ano de estreia irlandesa na Euro, eles enfrentaram a Inglaterra e complicaram um jogo que, em tese, seria vencido sem sustos pela seleção da terra da rainha. Ray Houghton abriu o placar no comecinho do jogo, aos 6′, e o marcador ficou assim até o apito final. Curiosamente, a Irlanda caiu na fase de grupos com apenas três pontos conquitsados, mas ficou à frente da Inglaterra, que não somou um ponto sequer.

Euro 1992: Dinamarca campeã

A “Dinamáquina” sequer deveria estar na Euro 92. A Ioguslávia, classificada para a Euro, estava em guerra civil (que resultaria na desintegração do país). Então, a UEFA decidiu cortar o país da competição e convidou a Dinamarca, que havia ficado uma posição atrás nas qualificatórias.

Suécia, Inglaterra e França eram as seleções no grupo da Dinamarca. A classificação era praticamente impossível com esse grupo da morte. Mas a Dinamarca empatou com os ingleses (0x0), perdeu para a Suécia e conseguiu o feito de vencer a França na última rodada (2×1). Com ingleses e franceses para trás, a Dinamarca pegou a Holanda, atual campeã à época, na semi e venceu nas penalidades. Na final, foi a vez da Alemanha, já unificada, sucumbir quando o apito final veio e o marcador exibia dois tentos a favor dos dinamarqueses. Que volta por cima, não?

Euro 1996 República Tcheca 2×1 Itália (1996)

A República Tcheca também teve uma zebra no seu ano de estreia na Euro. Depois de perder para a Alemanha na primeira rodada, o tchecos enfrentariam a Itália na segunda rodada – a mesma Itália que tinha perdido a final da Copa de 94 para o Brasil. Não precisamos dizer quem eram os favoritos para o confronto. Mas a Itália viu o craque Nedved abrir o placar aos 5′ e Bejbl recolocar os tchecos à frente do placar depois de Chiesa empatar para a azurra. A seleção tcheca avançou até a final daquela Euro, mas, infelizmente, perdeu para a Alemanha.

Euro 2004 – Grécia campeã

Portugal jogaria a Euro 2004 em casa e, logo na partida de estreia, os portugueses perderam para a Grécia por 2×1. Mas se esse resultado foi improvável, o que estava por vir chocaria ainda mais o mundo do futebol. Ao final da fase de grupos, a Grécia empatou com a Espanha em pontos e em saldo de gols – os gregos só avançaram porque tinha marcado mais gols.

Nas quartas, os gregos tiveram de passar pela França, a atual campeã. Charisteas marcou o único gol do confronto e despachou os franceses de volta para Paris. Até aqui, a campanha já era heroica, um feito absurdo.

Nas semis, estava por vir a República Tcheca, que também vinha forte com seu surpreendente aproveitamento de quatro vitória em quatro jogos. Nikopolidis, o goleiro grego, foi o protagonista do tempo regulamentar porque se o placar não saiu do 0x0, a culpa foi quase toda dele. Pegou até pensamento! A prorrogação da Euro 2004 tinha o gol de prata, aquela regra que dá a vitória ao time que estiver à frente do placar ao fim do primeiro tempo extra. Dellas balançou a rede tcheca aos 116′, segundos antes do apito final. Estavam deixando os gregos sonharem.

Portugal nunca havia conquistado um título, então imagine a expectativa dos portugueses para ver a seleção ser campeã em casa. Mas quis o destino que a vitória da Grécia na fase de grupos se repetisse na grande final. O goleiro Nikopolidis, mais uma vez, foi fundamental para parar uma seleção que contava com Figo e Cristiano Ronaldo, e Charisteas, aquele do gol salvador contra a França nas quartas, foi o autor do gol da final também (aos 57′).

Depois disso, Portugal tentou, tentou e tentou. Mas não teve jeito, a bola não entrava. E foi assim que a Grécia conquistou o primeiro título de sua história.

Qual vai ser a zebra da Euro 2020? Conte para a gente nos comentários!

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