Um dos maiores atacantes brasileiros nos anos 80 e 90, José Roberto Gama de Oliveira, o Bebeto, foi campeão mundial pelo Brasil em 1994 e vice-campeão em 1998.

Nasceu em 16 de fevereiro de 1964 em Salvador, na Bahia e começou a jogar para o clube Vitória, na equipe júnior, aos 17 anos. Em 1983, entrou para o time profissional do clube, e logo no ano de sua estreia transferiu-se para o Flamengo.

Teve um início difícil no Rio de Janeiro e somente em 1987 ganhou o coração da torcida. Bebeto foi o responsável por marcar o gol da vitória sobre o Internacional na Copa União (um dos módulos do Campeonato Brasileiro da época).

Saiu da Gávea para o Vasco e ajudou o elenco cruzmaltino a quebrar 15 anos de jejum e faturou o segundo título brasileiro da história do clube. Deixou o Vasco como ídolo e conseguiu um marco para poucos: o de ídolo em dois grandes rivais.

Depois de muita história no Brasil, Bebeto foi jogar no futebol espanhol, no Deportivo La Coruña. Terminou a sua primeira temporada na La Liga de 1992/1993 como artilheiro com 29 gols e seu time ficou em terceiro na tabela, atrás apenas da dupla Barcelona (campeão) e Real Madrid e a quatro pontos atrás do vencedor.

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Voltou ao Flamengo para as disputas do Campeonato Brasileiro de 1996, mas sua relação com a torcida já não era a mesma. Para piorar, a campanha do rubro negro neste ano foi deplorável e o atacante foi responsabilizado.

Desligou-se novamente do Flamengo e voltou à Espanha, agora para jogar no Sevilla, mas não se saiu bem até que, em 1997, transferiu-se para o Vitória. No retorno ao clube onde iniciara a carreira teve um bom desempenho: ganhou o Campeonato Baiano e a Copa do Nordeste de 1997, marcando ainda oito gols em oito partidas do Campeonato Brasileiro de 1997, mas o rubro-negro baiano não conseguiu chegar às fases finais.

Bebeto voltou ao Rio de Janeiro, para jogar no Botafogo. No início de 1998 faturou o Torneio Rio-São Paulo e deixou o alvinegro logo após a perda da Copa do Brasil de 1999.

Acertou transferência para a equipe mexicana do Toros Neza, mas não se deu bem no México e foi para o Japão jogar no Kashima Antlers, time dirigido pelo ex–jogador Zico.

Seleção Brasileira

Na Seleção estreou em 1985, mas muito jovem e com bastante concorrência no ataque, acabou deixado de fora da Copa do Mundo de 1986. Dois anos depois da Copa do México, foi para as Olimpíadas de 1988 e iniciou sua dupla de sucesso com Romário. O Brasil chegou à final, mas perdeu para a União Soviética e ficou com a prata.

Na Copa América de 1989, realizada no Brasil, firmou-se na Seleção ao ser o artilheiro da competição, que voltou a ser vencida pelos brasileiros após um jejum de mais de cinquenta anos. Naquele mesmo ano, foi campeão brasileiro pelo Vasco da Gama e eleito o melhor jogador das Américas devido também ao bom desempenho nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 1990. Apesar disso, foi reserva no Mundial e a dupla de ataque titular foi composta por Careca e Müller.

Após quatro anos afastado de torneios pela Seleção, foi chamado para a Copa do Mundo de 1994 pelo seu grande desempenho no Deportivo La Coruña, realizando grande dupla com Romário.

No Mundial nos Estados Unidos, marcou três gols: contra Camarões na primeira fase, contra os Estados Unidos nas oitavas de final e contra a Holanda nas quartas de final. Foi importantíssimo para garantir o tetracampeonato da Seleção Brasileira e junto com sua dupla de ataque ficou eternizado na história do futebol.

Tornou-se conhecido mundialmente pela maneira como comemorou um de seus gols na competição. Sua esposa havia dado à luz alguns dias antes, por isso, depois de marcar o gol, ele correu para a lateral do campo e fez um movimento de balanço com os braços, como se estivesse embalando um bebê.

Dois anos depois, Bebeto voltou aos Estados Unidos, como um dos três jogadores brasileiros acima de 23 anos que jogariam as Olimpíadas de 1996. Aos 32 anos, ele encerrou os Jogos de Atlanta como artilheiro.

Em dezembro de 1997 integrou a Seleção Brasileira que faturou pela primeira vez a Copa das Confederações, embora na reserva: Ronaldo o substituíra na dupla com Romário.

O bom desempenho no Botafogo no início de 1998 o garantiu na Copa do Mundo da França, apesar dos 34 anos. Seria novamente reserva de Ronaldo e Romário, mas o baixinho teve de ser cortado. Com isso, Bebeto acabou requisitado para fazer a dupla com o Fenômeno e nesta copa marcou mais gols: três, o que fez dele o atacante mais eficiente do Brasil na primeira fase.

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