Conheça a história de Jürgen Klopp, o ex-futebolista alemão, técnico do Liverpool e considerado um dos melhores técnicos da atualidade.

Seus principais trabalhos como técnico foi comandando o Borussia Dortmund (entre 2008 e 2015), onde levou o clube alemão a uma final de Liga dos Campeões e pelo Liverpool (desde 2015), onde conquistou a Champions League, o Mundial de Clubes de 2019 e o sonhado título do Campeonato Inglês de 2019/20, quebrando um tabu de 30 anos do clube de Merseyside.

Início da carreira no esporte

Jurgen como jogador do Mainz 05.

Sua história no futebol, como a de muitos outros técnicos, começou dentro das quatro linhas. Klopp defendeu o GV Glatten até chegar, em 1990, no Mainz 05, por onde jogou 11 anos.

No início, jogava como atacante, mas logo recuou para zagueiro, posição em que acabou sendo titular e o fez adquirir muito conhecimento posicional e tático. Pelo Mainz, jogou 325 partidas e fez 52 gols.

Em 2001, o jogador encerrou sua carreira e, no mesmo ano, já iniciou sua trajetória como técnico de futebol pelo seu último clube, o Mainz 05, surpreendendo a torcida.

Início como treinador

Disputando a 2ª divisão da Bundesliga, Klopp tornou o Mainz 05 um dos times mais fortes da competição, mas não alcançou o objetivo de subir à divisão principal do país em 2002/03, sendo superado pelo Eintracht Frankfurt por apenas um gol de saldo.

No Mainz 05, começou a implementar suas ideias de pressionar o adversário constantemente e, após três temporadas, conseguiu o primeiro acesso da história do clube para a primeira divisão alemã, na temporada 2004/05. Na temporada 2005/06, o time conseguiu se classificar para a copa UEFA.

Em 2007/2008, perto de subir novamente com o time, o alemão ficou famoso por suas coberturas em redes de televisão na Copa do Mundo de 2006 e aceitou a proposta para trabalhar no Borussia Dortmund.

Borussia Dortmund

Klopp a frente do Borussia.

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Após 18 anos de Mainz — 11 como jogador e sete como treinador — devido ao baixo orçamento do clube, a história de Klopp e Mainz terminou com um novo descenso para a Série B e pedido de demissão, Klopp assinou com o Borussia Dortmund em 2008. O clube vinha de uma temporada decepcionante, algo que logo mudou com o carismático treinador.

A sua chegada a Dortmund coincidiu com a reconstrução do clube, que havia passado por uma severa crise financeira. Em sua primeira temporada, Klopp levou o time ao sexto lugar da Bundesliga, que valeu a participação na Europa League da temporada seguinte.

Já na sua segunda temporada, Jürgen liderou o Dortmund ao título da Bundesliga, se tornando o time mais jovem a vencer o campeonato. O bi veio na temporada seguinte, batendo recorde de pontos, com 81, vitórias, com 25 e vitórias consecutivas, com 28.

Porém, a temporada na qual o técnico teve maior reconhecimento foi a de 2012-13. Apesar de não manterem o título nacional, eles conseguiram um vice-campeonato europeu.

No grupo da morte da Champions – que tinha Manchester City, Ajax e Real Madrid – o Borussia conseguiu desbancar o milionário time de Manchester e se classificou como segundo colocado do grupo. Depois do bom resultado na fase de grupos, o clube continuou na mesma pegada e conseguiu chegar até a final, porém foi derrotado pelo rival, Bayern de Munique por 2×1.

Em seus dois últimos anos no clube, irritado por ter perdido jogadores importantes para o rival Bayern, como Götze e Lewandowski, Klopp não conseguiu chegar tão longe, tanto na Champions quanto na Bundesliga, e avisou que deixaria o clube ao final da temporada 2014/15, tendo vencido dois Campeonatos Alemães, duas Copas da Alemanha e uma Supercopa.

Liverpool

Klopp a frente do Liverpool.

O treinador chegou para comandar os Reeds em outubro de 2015. Em sua primeira coletiva à frente do novo clube, que também vinha de uma temporada decepcionante sob o comando de Brendan Rodgers, Klopp prometeu brigar por troféus e, incrivelmente, levou o Liverpool a duas finais.

Mesmo não saindo como vencedor, acabou ganhando a confiança da torcida. Chegou a final da Capital One da temporada 2015/16, mas acabou perdendo para o Manchester City. Já na Europa League, o time conseguiu desbancar grandes nomes, como Manchester United, Tottenham e o antigo clube que treinou, o Borussia Dortmund.

Aos poucos Klopp foi dando sua cara para o Liverpool e o resultado foi a classificação para a Champions League em 2017/18, quando alcançou sua primeira final do torneio, contra o Real Madrid, a qual perdeu por 1×3 e sofreu críticas por sua defesa levar muitos gols.

As críticas que sofreu foram cruciais para reformular a forma de jogo. Klopp reforçou a defesa do time com nomes importantes, como Keita, Van Dijk e o goleiro brasileiro Alisson.  Os reforços deram certo e o Liverpool lutou até o fim pelo título da Premier League com o Manchester City. Apesar de não ter conseguido levantar o caneco do Inglês, finalmente venceu a Champions League que o escapava, derrotando o rival Tottenham na final.

Depois de conquistar o campeonato continental, o técnico guiou o time para uma campanha vencedora na Premier League 2019/20, título que o torcedor do Liverpool mais almejava, e que não vinha desde 1990.

Fora das 4 linhas

Para além do campo de futebol, Klopp demonstra várias facetas. Fã de KISS, The Beatles e Genesis. Jürgen começou a demonstrar cedo que era um boleiro diferente. Quando mais jovem, queria ser médico, mas como era um mau aluno, suas notas o impediram de realizar o sonho da família. Por isso decidiu estudar Ciências do Esporte na Universidade Goethe, de Frankfurt, enquanto se esforçava para virar jogador profissional.

Após se estabelecer como treinador (bem-sucedido por sinal), ele não tem papas na lingua e nção hesita em falr sobre suas preferências políticas e religiosas.

“Eu diria que nossa missão é fazer com que nosso minúsculo pedaço de terra seja um pouco mais bonito. A vida consiste em fazer com que os lugares por onde passamos sejam melhores, e em não nos levarmos tão a sério. Em se esforçar ao máximo. Em amar e ser amado”, afirmou o treinador, cristão de inclinação protestante.

Além disso, ainda comentou sobre o Brexit* para o Guardian:

“Não sou a pessoa mais adequada para falar do Brexit, mas, se me perguntam, dou minha opinião. Será que vão me escutar? Talvez esse seja o problema: a gente escuta às pessoas erradas […] A União Europeia não é perfeita, não foi perfeita e não será perfeita. Mas é a melhor ideia que tivemos até o momento. Devemos repensar o Brexit, levá-lo à votação outra vez com informações adequadas”

Com opiniões fortes e muito trabalho duro em campo, Jürgen é incrível no que faz e, por isso, tamanho reconhecimento.

*A expressão é usada para caracterizar o processo de desligamento do Reino Unido da União Europeia iniciado com o referendo de 23 de junho de 2016. Nesta data, os britânicos escolheram deixar o bloco econômico e político europeu.

E aí, o que achou da história de Jürgen Klopp? Conta pra gente e não se esqueça de fazer sua escalação no SPM 365!