Talento e polêmica na mesma medida. Adriano Leite Ribeiro, o Adriano Imperador, teve sua carreira marcada por altos e baixos. Confira a história do jogador!

Adriano Leite Ribeiro, mais conhecido como Adriano Imperador ou Didico, nasceu no dia 17 de fevereiro de 1982, na cidade do Rio de Janeiro, RJ. O centroavante iniciou sua carreira em 1999, nas divisões de base do Flamengo. 

Viveu seu auge vestindo a camisa da Inter de Milão e do Parma, na Itália, onde conseguiu o apelido de Imperador. No Brasil, ele marcou a história dos clubes em que passou como Flamengo, São Paulo e Corinthians.

Carreira

Começou sua carreira nas categorias de base do Flamengo, a princípio como lateral-esquerdo, porém devido a suas habilidades, foi avançado para o ataque. A jovem promessa da Gávea estreou na equipe principal do Rubro-Negro em 2000.

Adriano no início da carreira no Flamengo.

Em 2001 foi vendido para a Internazionale de Milão, da Itália. Logo na sua estreia, no dia 15 de agosto, marcou um golaço contra o Real Madrid no Troféu Santiago Bernabéu. O gol, contudo, não foi suficiente para que o continuasse no time. Dessa forma, foi emprestado à Fiorentina e, em seguida, foi jogar no Parma.

Em 2004 voltou para a Internazionale. Logo na primeira temporada, marcou 15 gols em 16 partidas disputadas, média de quase um gol por jogo. Com essas atuações, garantiu a vaga de titular absoluto no time milanês e ficou conhecido pelo apelido de L’Imperatore (“O Imperador”). Conquistou títulos importantes pela Inter, incluindo as Copas da Itália de 2004/05 e 2005/06, e 4 Serie A (2005/06, 2006/07, 2007/08 e 2008/09).

Em 2006, o falecimento de seu pai acabou afetando a carreira de Adriano. Ficou o ano praticamente inteiro sem marcar pela Inter, e após a Copa do Mundo de 2006, recebeu duras críticas da imprensa brasileira. Além disso, não foi relacionado para a Champions League na temporada 2007-08 pelo técnico Roberto Mancini.

A má fase causada pelos problemas pessoais fizeram com que a carreira de Adriano entrasse em declínio. O jogador chegou a afirmar à imprensa italiana que estava deprimido e que havia desenvolvido problemas alcoólicos.

Em 2008 foi emprestado ao São Paulo. Pela equipe paulista, o Imperador marcou 17 gols em 28 partidas. No mesmo ano retornou para a Inter de Milão, sendo jogador chave na temporada 2008-09, chegando à marca de 100 gols no Campeonato Italiano.

Em abril de 2009, Adriano simplesmente abandonou os treinamentos da Internazionale e retornou sem autorização ao Brasil. Foram dias de sumiço e especulações até de sua morte, como uma falsa notícia de que Adriano teria subido o Morro da Chatuba, no Complexo do Alemão, teria sido sequestrado e morto por traficantes. Um delegado, porém, desmentiu a notícia.

Adriano na segunda passagem pela Inter.

Adriano, na verdade, estava na casa de familiares, na Vila Cruzeiro, favela onde nasceu. Dias depois do sumiço, ele e seu empresário marcaram uma coletiva de imprensa. Em 9 de abril de 2009, durante a coletiva, Adriano declarou que pretendia parar de jogar por um tempo indeterminado, que poderia durar até três meses, pois perdeu a alegria de jogar futebol 

No ano de 2009, o Flamengo anunciou a contratação de Adriano, que foi o melhor jogador do Campeonato Brasileiro,  artilheiro da competição (ao lado de Diego Tardelli, ambos com 19 gols) e campeão. Na temporada seguinte, com a chegada de Vágner Love, criou-se o “Império do Amor”, apelido dado pela torcida rubro-negra à nova dupla de ataque do time.

O jogador ficou no clube carioca por cerca de um ano, mas as polêmicas acabaram falando mais alto que o seu futebol, e após a eliminação do Rubro-Negro na Copa Libertadores e críticas dos torcedores, boatos começaram a surgir de que Adriano voltaria para a Itália, mas para jogar na Roma. Em junho de 2010 assinou com o clube italiano por três temporadas. Mas o jogador não atingiu as expectativas do clube, e em março de 2011 a Roma anunciou a rescisão do contrato.

Por indicação de Ronaldo Fenômeno, voltou para o Brasil, mas desta vez para jogar pelo Corinthians. As primeiras semanas do Imperador no clube foram apenas para recuperar a forma física. Entretanto, sofreu um rompimento no tendão de aquiles em abril e teve que passar por uma cirurgia imediatamente, deixando-o fora dos gramados por cerca de seis meses.

Sua estreia oficial pelo clube paulista foi em outubro de 2011. E em março de 2012, após mais um ato de indisciplina, foi vetado para os próximos jogos pelo Corinthians. Dias depois, foi dispensado pelo clube. O jogador deixou o clube com outra lesão no tendão de aquiles esquerdo e, após negociações, voltou para o Flamengo.

Adriano teve que passar por uma cirurgia que o deixou fora dos gramados por três meses. Entretanto, sua terceira passagem pelo Rubro-Negro carioca, as polêmicas o impediram de sequer jogar pela equipe. O jogador teria faltado diversos treinos para ir em casas de shows.

Passou o início de 2014 treinando no Athletico Paranaense e em fevereiro do mesmo ano assinou com o clube.  Foram apenas quatro partidas jogadas e um gol. Também deixou o clube por ter faltado treinos.

Em dezembro de 2014 retornou para a Europa para jogar no Le Havre, time francês. Mas por problemas na negociação e dificuldade financeira do clube, o contrato não foi assinado. Dois anos sem jogar futebol profissionalmente, Adriano assinou com o Miami United, equipe americana. O jogador fez apenas duas partidas pelo clube em 2016.

Polêmicas

Assim como é lembrado pelo bom futebol, o Imperador também tem o nome atrelado a diversas polêmicas. Os dramas pessoais viraram uma marca da carreira do jogador. Desde que começou a ser regularmente convocado para Seleção Brasileira após a Copa América de 2004, Adriano chamou mais atenção pelos problemas do que pelos gols que, por alguns anos, fizeram dele um dos principais atacantes do mundo.

Em 2006, depois da má forma apresentada na Inter, ele foi liberado pela diretoria para “esfriar” a cabeça no Rio de Janeiro. No entanto, em vez de descansar, atacante foi visto em bailes funk e andando pelas ruas da cidade na garupa de uma moto.

Em março de 2010, depois de defender a Seleção Brasileira em um amistoso em Londres, o Imperador volta da Inglaterra diretamente para uma festa com companheiros de Flamengo, na Vila Cruzeiro. A então namorada Joana Machado encontrou Adriano em um baile funk, ele estava acompanhado de Vagner Love, Bruno e Álvaro.

Alterada e aos gritos, Joana quebrou os para-brisas dos carros de Álvaro e Love. Adriano tentou intervir, foi agredido pela modelo e revidou. Ao marcar contra o Vasco depois do ocorrido, exibiu uma camiseta em que se podia ler “Que Deus perdoe essas pessoas ruins”.

Ainda em 2010, Adriano respondeu por suspeita de entregar R$ 60 mil para o traficante Fabiano Atanásio da Silva. Segundo o jogador, o dinheiro teria sido usado para pagar cestas básicas e não para o tráfico de drogas. Ele também deu explicações sobre a compra de uma moto que estava no nome da mãe de um traficante.

Após voltar para a Itália, em 2011, no Roma, Adriano se recusou a fazer teste do bafômetro e teve sua carteira apreendida no Rio de Janeiro. Adriano também foi fotografado bebendo cerveja, o que causou polêmica, pois ele estava em processo de recuperação de uma cirurgia no ombro.

Em dezembro de 2011, de férias no Rio, ele se envolveu em uma nova polêmica. Uma jovem foi baleada na mão esquerda dentro do carro do jogador na saída de uma boate na Barra da Tijuca, na Zona Oeste.

Seleção Brasileira

Fez sua estreia nas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2002, aos 18 anos. Marcou seu primeiro gol no dia 11 de junho de 2003, em um amistoso contra a Nigéria. Ele foi incluído no time para a Copa das Confederações de 2003 e liderou o ataque do Brasil ao lado de Ronaldinho na ausência de Ronaldo. Ele apareceu em todos os três jogos e marcou dois gols quando o Brasil foi eliminado ainda na fase de grupos.

Adriano na Seleção.

Ainda teve a oportunidade de participar das conquistas da Copa América de 2004 e da Copa das Confederações de 2005. Foi destaque nesses dois torneios, sagrando-se artilheiro e melhor jogador em ambas competições e garantindo sua vaga para a Copa do Mundo de 2006.

Na Copa do Mundo, porém, Adriano não conseguiu repetir o desempenho dos torneios anteriores. Marcou dois gols em toda a Copa e viu a Seleção ser eliminada pela França nas quartas-de-final.

No ano de 2009, Adriano voltou a ser convocado para a Seleção após ter um bom futebol apresentado no Flamengo. Disputou alguns amistosos e também jogos válidos pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2010, mas não ficou entre os titulares, não marcando nenhum gol em sua nova passagem.

Devido ao bom futebol apresentado no Flamengo naquele ano, havia uma grande expectativa pelo seu retorno à Seleção para atuar na Copa do Mundo de 2010, realizada na África do Sul, mas por causa de seus problemas extracampo, acabou não sendo convocado por Dunga, então técnico da Seleção.

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