Depois da goleada no primeiro jogo, era grande a expectativa pelo que aconteceria na segunda partida

Para o jogo de volta, as equipes entraram em campo assim:

SANTOS: Cláudio; Lima, Oberdan, Haroldo e Zé Carlos; Zito e Mengálvio; Amauri (Dorval), Toninho, Pelé e Edu. 
Técnico: Lula

CRUZEIRO: Raul; Pedro Paulo, William, Procópio e Neco; Wilson Piazza e Dirceu Lopes; Natal, Tostão, Evaldo e Hilton Oliveira. 
Técnico: Aírton Moreira

1º tempo

O Santos procurava se vingar da goleada do jogo de ida e começou a partida bem melhor. Com uma atuação brilhante do Peixe nos primeiros minutos, o Cruzeiro sofria por não conseguir repetir o mesmo desempenho que teve na capital mineira.

O ataque do Santos estava inspirado e tinha muita qualidade. Com isso, o gol dos donos da casa não demorou a sair: aos 24′, Pelé infiltrou na área celeste pela esquerda, se livrou de um marcador e, da entrada da pequena área, acertou um chute cruzado à meia altura. O maior jogador de todos os tempos inaugurou o marcador e acendeu a esperança da sua torcida.

Dois minutos depois, o Santos ampliou e o Cruzeiro seguia com dificuldades no setor defensivo. Numa jogada que pareceu um replay do primeiro gol, Toninho se esquivou do bote de um adversário e finalizou cruzado. 2×0 e a torcida da Vila Belmiro seguia acreditando no título.

O Cruzeiro praticamente não levou perigo ao gol do Santos nos primeiros 45 minutos. Apenas uma bola na trave, com Tostão, que pouco assustou porque o arqueiro Cláudio estava lá para conferir.

2º tempo

Nos 45 minutos complementares, o Santos não tirou o pé do acelerador e veio com a mesma sede de gols do primeiro tempo. Mas o Cruzeiro conseguiu se organizar melhor em campo, o que deixou o jogo um pouco mais equilibrado.

Até que numa joga rápida, o Cruzeiro foi parado com uma falta dentro da grande área. Era uma ótima oportunidade pra o time mineiro que jogava pelo empate; mas a cobrança de Tostão deixou a desejar e o goleiro Cláudio fez uma fácil defesa.

O próprio Tostão viria a se redimir aos minutos depois. Em uma jogada pela ponta direita, o atacante cruzeirense sofreu falta e, mesmo com pouco ângulo, decidiu cobrar direto para o gol. A bola fez uma bela curva e dessa vez o goleiro santista não pode evitar que a redonda chegasse ao fundo da rede.

O Santos continuou caindo de produção e o Cruzeiro estava cada vez mais perto de dominar o jogo. Aos 28′, Dirceu Lopes, outro astro dos visitantes, acertou um chute cruzado e rasteiro da entrada da área. Cláudio mais uma vez se esforçou, mas foi vencido. A partir daí, o resultado eliminava a necessidade de um terceiro jogo e dava o título à Raposa mineira.

Pelé e companhia partiram com tudo para o ataque na tentativa de conseguir o gol da vitória, mas Natal, aos 44 minutos, pôs fim à esperança santista ao marcar o 3º tento do time mineiro. O atacante celeste recebeu livre dentro da área e acertou um chute, de primeira, quase no ângulo direito de Cláudio.

Vitória do Cruzeiro em pleno Pacaembu e o maior time do mundo acabava de perder o título para um até então time desconhecido. Por isso, mesmo quando comparada às duas Libertadores (76 e 97), a Taça Brasil de 1966 foi, sem dúvidas, o título mais importante da história da Raposa, já que foi a responsável por tornar o Cruzeiro reconhecido nacionalmente e inserir o time no rol dos grandes do futebol brasileiro.


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