O destino quis que o Maracanã recebesse a primeira final entre dois rivais paulistas na Copa Libertadores. Neste sábado, a partir das 17 horas, Palmeiras e Santos decidem o título do principal torneio continental.

O estádio carioca havia sido escolhido para sediar a final da edição de 2020 ainda em outubro de 2019. Será a primeira vez que um time brasileiro levantará o troféu da Libertadores no Maracanã. 

Na única vez que o Maraca sediou uma decisão de Libertadores, foram quase 79 mil pagantes, no duelo entre Fluminense e LDU. O time carioca foi derrotado nos pênaltis e perdeu a chance de se tornar o primeiro brasileiro a conquistar o principal título continental no estádio, o que agora Palmeiras e Santos desejam no clássico deste sábado.

Análise do estilo de jogo dos dois clubes

O estilo de jogo é relativamente parecido, mas no setor defensivo as equipes apresentam diferenças no estilo de marcação, ambas por encaixe, mas enquanto o Santos utiliza a marcação de um a um, o Palmeiras utiliza a marcação por setores.

No Peixe de Cuca, os atletas precisam acompanhar os adversários por um espaço maior do campo, se afastando dos seus setores muitas vezes e só voltando à região de origem quando a jogada acabar. No Porco de Abel, as perseguições são mais curtas. Não é permitido aos palmeirenses se afastarem de suas zonas de atuação, buscando preservar mais a compactação e a proteção dos espaços.

O maior defeito defensivo é o lado esquerdo, onde a maioria dos gols adversários saem, Felipe Jonatan, lateral esquerdo do Santos, melhorou bastante seu desempenho defensivo, mas ainda não é 100% confiável em uma partida de tamanha importância. Viña do lado alviverde, tem um desempenho melhor que o do rival, porém também oscila. Com isso Luan Peres e Gustavo Gómez precisarão estar muito atentos nas coberturas.

Defesa Palmeirense.

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Nas transições defensivas, os dois times tem exatamente o mesmo estilo, o “perde pressiona”. Ao perder a posse, buscam sufocar o adversário com mais de dois atletas no setor da bola para recuperá-la rapidamente. O perigo dessa estratégia é ficar mais suscetível a contra-ataques.

Na parte ofensiva os dois times variam de estratégia, algumas vezes saem mais para o jogo, enquanto em outros momentos tem uma atitude mais defensiva e apostam nos contra-ataques.

O Palmeiras tem um ataque mais vertical, que preza pela troca de passes até chegar na intermediária adversária, estruturando sua saída de bola com três jogadores, prendendo um lateral e soltando o outro. Um dos pontas ”abre” o campo no lado contrário, e o outro ponta entra em diagonal para fazer companhia a Luiz Adriano.

No meio deixa dois meias com a possiblidade de infiltração e dois para a transição defensiva. Danilo costuma ficar mais preso para cuidar das transições defensivas, e os dois meias, têm liberdade de infiltração.

Cuca opta por um quarteto de atacantes, e o estilo de jogo pode ser entendido por eles. Os pontas ficam bem abertos na maioria das vezes, e os laterais, Felipe Jonatan e Pará, atacam por dentro. Diego Pituca e Alison são os volantes, e o camisa 21 tem liberdade para entrar na área, enquanto o capitão do Peixe ”segura”, vigia os contra-ataques adversários.

quarteto de ataque do santos.

O clube varia bastante entre a aproximação para trocar passes e as jogadas mais verticais, os passes longos visando a velocidade dos homens de frente.

Santos e Palmeiras possuem armas bem perigosas nos contra-ataques, seja pela velocidade e características de peças como Marinho, Soteldo, Lucas Braga, Rony, Luiz Adriano e Gabriel Verón, ou pela organização tática do time para realizar esse tipo de jogada.

No peixe as inversões são bem visíveis, se rouba a bola pela esquerda, inverte para a direita na construção da jogada. Já o Porco é mais vertical, tenta o passe em profundidade ou aposta em conduções de quem roubou a bola.

Os dois clubes vão com tudo atrás da taça o Verdão busca sua segunda, enquanto o Peixe tenta sua quarta conquista. Se vencer, o Alvinegro passará São Paulo e Grêmio e se tornará o maior campeão da Libertadores do Brasil.

Duelo de técnicos: Cuca x Abel Ferreira

O Brasileiro, Cuca, busca o bi da competição, enquanto o comandante palmeirense, Abel Ferreira, busca o bi seguido de técnicos portugueses na competição e seu primeiro troféu em solo brasileiro.

Abel Ferreira chegou ao Palmeiras em junho de 2020 para substituir Vanderlei Luxemburgo. Desde então, o português de 42 anos,  conseguiu levar o Palestra para as finais da Copa do Brasil e da Libertadores e ainda mantê-lo vivo na briga pelo Campeonato Brasileiro, já que o time ocupa a 5ª colocação no momento, estando atrás do líder Internacional por uma diferença de oito pontos, com dois jogos a menos.

No dia 30 de janeiro, no Maracanã, Abel Ferreira tem a chance de conquistar seu primeiro troféu com o time brasileiro e ainda manter o retrospecto vitorioso de um técnico português na Libertadores, já que Jorge Jesus faturou a última edição do torneio com o Flamengo.

De desacreditado a finalista, Cuca chegou no Peixe em agosto de 2020 para substituir Jesualdo Ferreira. O momento do clube era o pior possível: crise política, salários atrasados, elenco rachado com a diretoria, atletas entrando na Justiça contra o clube, etc. Além disso, o Santos também não pôde contratar nenhum jogador por causa de uma punição da FIFA. Coube ao treinador recorrer à famosa categoria de base santista e promover nomes.

Com partidas surpreendentes, o Alvinegro Praiano eliminou o Grêmio nas quartas de final da Copa Libertadores da América, goleando o Imortal por 5 a 1 na Vila Belmiro, no jogo de volta, e ainda marcou três no Boca de Tévez, além de estar na 8ª posição do Brasileiro.

Agora, resta aguardar o dia 30 de janeiro de 2021. Tendo o Maracanã como palco, Abel Ferreira e Cuca lutam não só pelo caneco, mas também pela consagração de seus nomes na história de Palmeiras e Santos, respectivamente, e para superar desafios pessoais em suas carreiras

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